Réu já havia recebido pena de 17 anos e 6 meses por crime sexual contra a enteada e acumula mais de 77 anos de condenações
Um homem denunciado pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) foi condenado a 60 anos, um mês e 26 dias de prisão por estupro de vulnerável contra duas filhas, em Parobé. A sentença foi publicada nesta quarta-feira (19).
Esta é a segunda condenação do réu por crimes sexuais cometidos contra meninas da própria família. Em 2022, ele havia sido condenado a 17 anos e seis meses de reclusão por estupro de vulnerável contra a enteada. Com a nova decisão, as penas somam mais de 77 anos de prisão.
O homem está preso preventivamente desde outubro de 2021, quando surgiram as denúncias envolvendo as filhas. Conforme o MPRS, os crimes ocorreram durante vários anos dentro da residência da família.
Na decisão, o juiz Thomas Vinícius Schons considerou que os relatos das vítimas foram corroborados por atendimentos realizados pelo Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS) e por depoimentos de profissionais que acompanharam o caso pela rede de proteção.
A sentença também apontou os impactos psicológicos provocados pela violência nas vítimas. Por envolver crimes contra crianças e por terem ocorrido no ambiente familiar, o caso contou com o acompanhamento de órgãos da rede de proteção à infância.
Primeira condenação
Antes da investigação envolvendo as filhas, o homem já respondia a um processo por estupro de vulnerável contra a enteada. Segundo a denúncia do MPRS, os crimes começaram quando a vítima tinha 8 anos e ocorreram durante vários anos.
Em julho de 2022, o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS) confirmou a condenação a 17 anos e seis meses de reclusão.
A prisão preventiva havia sido decretada em outubro de 2021, após o surgimento das denúncias envolvendo também as filhas. Segundo o MPRS, a medida teve como objetivos proteger as vítimas e garantir a ordem pública.