Vítimas foram confundidas com o alvo de uma execução; penas chegam a 27 anos de prisão
Dois homens foram condenados pelo Tribunal do Júri de Cachoeira do Sul pelos homicídios de Vinícius Kochenborger Silva e Luis Alberto da Silveira Silva. A sentença foi proferida nesta terça-feira (18), após julgamento dos réus denunciados pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS).
O homem apontado como executor dos disparos recebeu pena de 27 anos, dois meses e 20 dias de reclusão. O segundo acusado, responsável pelo levantamento do local e pela identificação equivocada do alvo, foi condenado a 21 anos de prisão. Ambos deverão iniciar o cumprimento das penas em regime fechado.
Os assassinatos aconteceram na noite de 10 de março de 2024, em uma lancheria de Cachoeira do Sul. Conforme a investigação, os acusados teriam recebido a ordem para matar um funcionário do estabelecimento, mas confundiram a vítima.
Vinícius foi atingido por disparos enquanto trabalhava no local. O pai dele, Luis Alberto, também foi baleado ao tentar ajudá-lo e morreu dias depois em razão dos ferimentos.
Durante o julgamento, os jurados reconheceram qualificadoras relacionadas ao meio cruel, à dificuldade de defesa das vítimas e ao uso de arma de fogo de uso restrito. No caso de Luis Alberto, também foi reconhecida a qualificadora de homicídio praticado para assegurar a execução e a impunidade de outro crime.
O MPRS informou que irá recorrer das penas estabelecidas pelo Tribunal do Júri. Segundo a acusação, as condenações ficaram abaixo do esperado e o objetivo é buscar a aplicação das penas de cada crime de forma cumulativa.
Os familiares das vítimas receberam acompanhamento do Projeto Nêmesis, de Cachoeira do Sul, durante a investigação e o processo judicial. A atuação do MPRS na primeira fase do caso foi conduzida pela promotora de Justiça Marina Lameira, enquanto o promotor Átila Castoldi Kochenborger atuou durante o julgamento.