Julgamento realizado em Tramandaí também resultou na condenação de um quinto réu por associação criminosa armada
Quatro acusados pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) foram condenados, no final da noite desta sexta-feira (10), pela chacina que deixou cinco mortos em Cidreira, no Litoral Norte do Estado. O crime ocorreu exatamente há dois anos, em 10 de abril de 2024. Um quinto réu também foi condenado por associação criminosa armada.
O julgamento teve duração de dois dias e foi realizado no Fórum de Tramandaí, com início na quinta-feira, 9 de abril. A acusação foi conduzida pelo promotor de Justiça André Tarouco.
Os quatro réus responsabilizados diretamente pela chacina receberam penas que variam de mais de 140 a mais de 200 anos de prisão. Eles foram condenados por associação criminosa armada, cinco homicídios qualificados, três tentativas de homicídio qualificado, além dos crimes de roubo, incêndio e destruição de cadáveres. As qualificadoras reconhecidas pelo Tribunal do Júri foram motivo torpe, recurso que dificultou a defesa das vítimas e a execução dos crimes para assegurar a prática, a ocultação, a impunidade ou a vantagem de outro delito.
As penas foram fixadas da seguinte forma: dois réus receberam condenação de 209 anos e 10 meses de prisão cada; o terceiro foi condenado a 164 anos, 10 meses e 20 dias; e o quarto a 140 anos, 9 meses e 5 dias. O quinto réu foi condenado a três anos de prisão por associação criminosa armada.
Conforme sustentado pelo MPRS, os crimes ocorreram em dois imóveis distintos, invadidos de forma coordenada pelo grupo criminoso. Em um dos locais, além das execuções, houve o roubo de bens e o incêndio da residência, o que resultou na carbonização de três corpos. Na sequência, os acusados se deslocaram para outro endereço, onde ocorreram mais duas mortes.
De acordo com a investigação, a motivação da chacina esteve relacionada a uma disputa ligada ao tráfico de drogas, com o objetivo de eliminar integrantes de um grupo criminoso rival e garantir vantagem ilícita. O caso é considerado um dos episódios mais violentos já registrados no Litoral Norte gaúcho.
