Crime ocorreu em 2018; entre os réus estão a irmã e o cunhado da vítima
Quatro pessoas acusadas de envolvimento na morte da cabeleireira Návia Regina Christan, de 46 anos, serão julgadas pelo Tribunal do Júri na próxima quinta-feira (16), em Tramandaí, no Litoral Norte do Rio Grande do Sul. A vítima foi assassinada em novembro de 2018 dentro do salão de beleza onde trabalhava.
O julgamento terá a atuação dos promotores de Justiça André Tarouco, da Comarca de Tramandaí, e Aline Baldissera, designada pelo Núcleo de Apoio ao Júri (NAJ). Entre os réus estão a irmã e o cunhado da vítima, além de duas pessoas apontadas pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) como responsáveis por intermediar a contratação dos executores do crime.
Conforme a denúncia apresentada pelo MPRS, o homicídio teria sido motivado por conflitos familiares e questões financeiras. A acusação sustenta que a vítima era considerada pelos investigados como responsável por prejuízos financeiros à irmã, também cabeleireira.
Segundo a investigação, um dos executores entrou no salão de beleza fingindo ser cliente e efetuou os disparos que mataram a vítima. Os quatro acusados respondem por homicídio qualificado por motivo fútil, mediante pagamento ou promessa de recompensa e por recurso que dificultou a defesa da vítima, conforme a participação atribuída a cada um.
Tentativa de homicídio antecedeu o assassinato
Antes de ser morta, Návia Regina Christan já havia sobrevivido a uma tentativa de homicídio. O ataque ocorreu em 26 de outubro de 2017, quando um homem invadiu a residência da cabeleireira e efetuou disparos contra ela. A vítima sobreviveu, mas perdeu a visão de um dos olhos.
De acordo com o Ministério Público, a investigação apontou que a irmã e o cunhado da vítima teriam contratado uma intermediária para localizar o executor do atentado. Em março de 2025, o Tribunal do Júri de Tramandaí condenou quatro envolvidos pela tentativa de homicídio, incluindo os supostos mandantes, a intermediária e o autor dos disparos.
Novo julgamento
Agora, o Tribunal do Júri analisará a responsabilidade criminal da irmã e do cunhado da vítima, apontados como mandantes do homicídio consumado, além das duas pessoas acusadas de intermediar a contratação dos executores.
Segundo o Ministério Público, as investigações indicam que a mesma intermediária envolvida na tentativa de homicídio de 2017 participou da articulação que resultou na execução da vítima em novembro de 2018. Os executores do assassinato já foram identificados e condenados em julgamentos anteriores.
Durante o julgamento desta quinta-feira, caberá aos jurados decidir sobre a responsabilidade dos quatro acusados pelos fatos narrados na denúncia do Ministério Público.