Crime ocorreu em janeiro e causou prejuízo superior a R$ 500 mil em joias e ouro
O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) apresentou denúncia contra dois homens investigados por participação em um assalto a um escritório de advocacia ocorrido em janeiro deste ano, em Porto Alegre. A ação criminosa resultou no roubo de joias, lingotes de ouro e outros bens avaliados em mais de R$ 500 mil.
A denúncia foi encaminhada ao Poder Judiciário na sexta-feira (19) pela promotora de Justiça Cláudia Regina Lenz Rosa. Os investigados respondem pelos crimes de associação criminosa, roubo majorado, adulteração de sinal identificador de veículo automotor e receptação.
Conforme o Ministério Público, um dos denunciados teria participado diretamente da execução do assalto ao lado de um comparsa ainda não identificado. O outro suspeito é apontado como responsável por receber e ocultar parte dos bens subtraídos, utilizando uma atividade comercial para dar aparência legal ao ouro obtido de forma ilícita.
Segundo a investigação, os dois homens fariam parte de uma organização criminosa estruturada, com funções previamente definidas para a prática dos delitos.
O assalto ocorreu na noite de 14 de janeiro, em um imóvel localizado na Rua Padre Chagas, no Bairro Moinhos de Vento. De acordo com o inquérito policial, os criminosos abordaram pessoas em frente ao prédio, invadiram o local e fizeram seis vítimas reféns, entre elas funcionários e o porteiro do edifício.
As vítimas foram amarradas e mantidas sob ameaça enquanto os assaltantes recolhiam joias, lingotes de ouro e aparelhos celulares. A investigação aponta que a ação foi planejada previamente e contou com o uso de um veículo com placas adulteradas.
Ainda conforme o Ministério Público, parte do material roubado foi posteriormente comercializada. A apuração identificou movimentações financeiras que teriam sido utilizadas para ocultar a origem dos valores obtidos com o crime.
O prejuízo causado pelo assalto foi estimado em aproximadamente R$ 524 mil, conforme levantamento realizado durante a investigação policial. O caso segue agora para análise da Justiça.