Operação PERG termina com sete condenados e 175 anos em penas
O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) divulgou nesta terça-feira (4) o balanço final da Operação PERG após a condenação de um ex-policial penal e ex-diretor da Penitenciária Estadual de Rio Grande (PERG) a 15 anos, 10 meses e 20 dias de prisão. A sentença encerra as ações penais decorrentes da investigação, iniciada em 2022.
Segundo o MPRS, o ex-diretor foi condenado em sete processos pelos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro, tráfico de drogas, associação para o tráfico, ingresso de celulares em estabelecimento prisional e delitos relacionados a armas e munições. Somadas, as penas impostas exclusivamente a ele chegam a 85 anos e 17 dias de reclusão, além da perda do cargo público.
De acordo com o coordenador do 10º Núcleo Regional do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), Rogério Meirelles Caldas, as investigações apontaram que a estrutura da penitenciária era utilizada para a prática de diversos crimes.
Ainda conforme o Ministério Público, a segunda fase da operação resultou na condenação de outros seis investigados pelos crimes de corrupção ativa, tráfico de drogas, associação para o tráfico e ingresso de celulares no presídio. As penas aplicadas a esse grupo somam 90 anos, dois meses e seis dias de reclusão.
Com a conclusão dos processos, a Operação PERG contabiliza sete condenados, penas que totalizam 175 anos, dois meses e 23 dias de prisão, além de três decretos de perda de cargo público, confisco de cinco veículos e de R$ 1,34 milhão em bens.
A Operação PERG foi deflagrada pelo GAECO em dezembro de 2022 para investigar uma organização criminosa suspeita de atuar a partir da Penitenciária Estadual de Rio Grande. Conforme as investigações, o grupo estaria envolvido com o tráfico de drogas, a entrada de celulares e outros materiais ilícitos no presídio, inclusive com o uso de drones.
Em julho de 2023, a segunda fase da operação ampliou as investigações sobre um suposto esquema de corrupção, lavagem de dinheiro, tráfico de drogas e ingresso de celulares na unidade prisional. Segundo o MPRS, entre os investigados estavam agentes públicos e integrantes de uma organização criminosa, incluindo dois policiais penais. As apurações indicaram ainda que o grupo tinha ligação com uma facção que atuava no comércio de botijões de gás em Rio Grande.