Daniel Leipnitz falou sobre desenvolvimento regional durante reunião-almoço da CIC Caxias nesta segunda-feira (31)
A Serra Gaúcha precisa aproximar empresas, poder público, universidades e sociedade para construir um novo ciclo de desenvolvimento. A avaliação é do empresário, conselheiro e investidor Daniel Leipnitz, que palestrou nesta segunda-feira (31) na RA (reunião-almoço) da CIC Caxias, em parceria com o Instituto Hélice.
Leipnitz usou a transformação de Florianópolis como exemplo. Segundo ele, a cidade conseguiu mudar sua economia a partir da articulação entre diferentes setores, criando um ambiente favorável ao empreendedorismo e à inovação. Hoje, são cerca de 6,1 mil empresas de tecnologia e faturamento anual de aproximadamente R$ 13 bilhões.
Para o empresário, a Serra já possui uma base sólida para avançar, com indústria, conhecimento técnico, capacidade de investimento e associativismo. “A pergunta não é se a Serra sabe produzir. Isso ela já demonstrou para o mundo”, afirmou.
O desafio, segundo ele, está em coordenar essas forças. Leipnitz defendeu que as lideranças empresariais participem mais das discussões sobre infraestrutura, educação, segurança e qualidade de vida, fatores que também influenciam a capacidade da Região de atrair e manter profissionais.
Ele também chamou atenção para a necessidade de transformar ideias em projetos concretos. “Sem dono, prazo, recurso e indicador, projeto não é projeto. É expectativa”, afirmou.
Na avaliação de Leipnitz, o setor privado não precisa assumir o papel do poder público, mas contribuir para que as iniciativas avancem. “O setor privado não precisa fazer tudo. Precisa ajudar a fazer acontecer”, resumiu.