Meteorologista Leandro Puchalski alerta para o avanço da instabilidade sobre o Estado; Serra Gaúcha deve ser atingida entre domingo e terça-feira
O Rio Grande do Sul deve enfrentar uma sequência de temporais e volumes expressivos de chuva entre os próximos dias e o início da semana que vem. Segundo o meteorologista Leandro Puchalski, a instabilidade será potencializada pela atuação do fenômeno El Niño, que intensifica os sistemas meteorológicos sobre o Sul do Brasil e favorece episódios de chuva persistente e tempestades.
De acordo com Puchalski, a mudança no tempo começa na quinta-feira (16), inicialmente pela Fronteira Oeste, Campanha e Região Sul do Estado, próximas ao Uruguai. Nessas áreas já há previsão de chuva forte e temporais, enquanto a Serra Gaúcha ainda terá predomínio de sol, temperaturas em elevação e vento norte.
Na sexta-feira (17), a instabilidade avança para outras regiões do Rio Grande do Sul, alcançando áreas próximas a Porto Alegre. Além da chuva, o meteorologista prevê rajadas de vento entre 50 km/h e 70 km/h na Serra.
Entre domingo (19) e terça-feira (21), a chuva se espalha por praticamente todo o Estado, incluindo a Serra Gaúcha, onde aumentam as chances de temporais e de acumulados significativos.
Segundo Leandro Puchalski, a combinação de um corredor de ar quente e úmido vindo do Norte do Brasil com o contraste de temperaturas entre o Sul do continente cria um ambiente favorável para a formação de nuvens carregadas e tempestades.
As regiões da Campanha, Centro, Fronteira Oeste e Zona Sul devem registrar os maiores volumes de chuva. Em alguns municípios, os acumulados podem ultrapassar 200 milímetros entre sexta-feira e a próxima terça ou quarta-feira, aumentando o risco de alagamentos, elevação de rios, enxurradas e deslizamentos de terra.
Embora a Serra Gaúcha não esteja entre as áreas com maior volume previsto, Puchalski ressalta que a região também deve registrar chuva significativa entre o fim de semana e o início da próxima semana, exigindo atenção da população.
O meteorologista destaca que, apesar da preocupação provocada pelas enchentes históricas de 2024, o cenário previsto neste momento não indica um evento com a mesma abrangência. Ainda assim, recomenda que a população acompanhe os avisos meteorológicos, evite deslocamentos durante temporais e nunca atravesse áreas alagadas.
Conforme Leandro Puchalski, a influência do El Niño deve continuar nos próximos meses, atingindo seu pico entre setembro e novembro. Com isso, episódios de chuva intensa e temporais deverão ocorrer de forma recorrente ao longo da primavera, exigindo atenção constante da população e das autoridades.