Ação do DPHPP cumpriu 60 ordens judiciais e autorizou bloqueio de até R$ 17 milhões em bens e valores
Uma operação do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DPHPP) desarticulou um esquema de lavagem de dinheiro ligado a homicídio, tráfico de drogas e atuação de facção criminosa no interior do Rio Grande do Sul. A ação teve desdobramentos em Caxias do Sul, Farroupilha, Flores da Cunha e Osório, com cumprimento de 60 ordens judiciais.
Ao todo, foram executados 23 mandados de busca e apreensão, além do sequestro de dois imóveis, apreensão de veículos e recolhimento de aproximadamente R$ 52 mil em dinheiro, valor ainda preliminar e sujeito a atualização conforme o avanço da contabilidade financeira da investigação.
A apuração teve início a partir do desaparecimento de um homem natural de Santa Catarina, cujo veículo foi rastreado até Caxias do Sul. No decorrer das diligências, o DPHPP local concluiu que o caso se tratava de um homicídio ocorrido em Osório, no Litoral Norte. O corpo da vítima, Sérgio Javier Cabo Uribarri, foi localizado no dia 30 de janeiro.
Segundo a investigação, a vítima foi executada para que o veículo, um Corolla preto, fosse furtado. O automóvel acabou sendo revendido de forma irregular em Caxias do Sul, por meio de uma revenda pertencente a um dos investigados, o que levou à identificação de uma organização criminosa estruturada, com atuação regional.
As investigações apontam que o grupo operava em Caxias do Sul, Farroupilha e Flores da Cunha, com vínculo a uma facção criminosa e envolvimento em tráfico de drogas, homicídios e lavagem de dinheiro. A movimentação financeira identificada revelou que os investigados transacionaram ao menos R$ 13,5 milhões em curto período, levando a Justiça a autorizar o bloqueio de até R$ 17 milhões em CPFs ligados à organização.
De acordo com o DHPP, o objetivo central da operação é atingir o núcleo financeiro da organização, interrompendo o fluxo de recursos utilizados para financiar crimes violentos e a atividade do tráfico. As investigações seguem em andamento e novas fases não estão descartadas, incluindo pedidos de prisão preventiva de lideranças, conforme a consolidação das provas.