Brigada Militar afirma que homem sofreu uma parada cardiorrespiratória e que a causa da morte deve ser definida por perícia
Um homem identificado como Leonardo da Silva Correa, de 24 anos, morreu na madrugada desta quinta-feira (6), após uma abordagem da Brigada Militar (BM) em Caxias do Sul. Ele foi encaminhado pelos policiais à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Zona Norte por volta da meia-noite e morreu pouco depois da 1h.
Segundo relatos de testemunhas, policiais militares foram até a residência onde Leonardo estava, no bairro Belo Horizonte. Elas afirmam que os agentes teriam entrado no imóvel sem autorização e que o jovem resistiu à abordagem. Já a BM informou que a ação ocorreu após denúncias de que um homem estaria ostentando uma arma de fogo e causando perturbação no bairro Santa Fé.
Ainda conforme as testemunhas, Leonardo saiu da residência ferido e foi conduzido pelos policiais até a UPA Zona Norte. De acordo com o boletim médico, ele deu entrada na unidade apresentando equimoses (marcas roxas) na cabeça e no rosto, além de sangramento pelo nariz.
A BM afirma que, durante a ocorrência, o homem apresentou alteração em seu estado de saúde. Segundo a corporação, os policiais iniciaram imediatamente manobras de reanimação cardiopulmonar (RCP) e o encaminharam à unidade de saúde em parada cardiorrespiratória. Apesar dos atendimentos prestados pelos policiais e pela equipe médica, o óbito foi constatado na UPA.
Conforme a BM, durante a abordagem foram apreendidos um revólver calibre .38, 23 munições, três porções de cocaína, quatro câmeras de monitoramento e dinheiro em espécie. A corporação não divulgou imagens do material apreendido.
A BM informou ainda que surgiram informações indicando a possibilidade de intoxicação exógena relacionada ao consumo de entorpecentes. No entanto, ressaltou que a causa da morte deve ser determinada pelos exames periciais e pelo laudo necroscópico, realizados pelos órgãos competentes.
A ocorrência foi registrada e os materiais apreendidos foram encaminhados à Delegacia de Polícia para os procedimentos legais. A BM confirmou que Leonardo possuía antecedentes criminais, mas informou que não está autorizada a divulgar quais.
O caso vai ser investigado pela Polícia Civil, que deve apurar as circunstâncias da morte.