Ministério Público acompanha medidas de proteção e afirma que as quatro crianças permanecem juntas em ambiente especializado
Os quatro irmãos de Oliver, menino de três anos que morreu no dia 8 de julho após ser espancado pelo pai, um missionário norte-americano, permanecem acolhidos em uma instituição de Viamão. As crianças, com idades entre um e nove anos, seguem juntas, com o vínculo familiar preservado e acompanhamento de equipe técnica especializada.
De acordo com o Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), a promotora de Justiça Tatiana Alster acompanha e fiscaliza continuamente as medidas protetivas adotadas para garantir a segurança e o bem-estar das crianças.
Segundo o órgão, o serviço de acolhimento é referência regional na proteção de crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade e dispõe de estrutura adequada, com espaços de convivência, pátio com quadra esportiva e atividades recreativas, educativas e de integração.
Recentemente, os irmãos participaram de uma festa junina promovida pela instituição, com brincadeiras e comidas típicas, em uma iniciativa voltada ao lazer, à socialização e ao acolhimento.
Conforme a promotora Tatiana Alster, o trabalho neste momento busca garantir a proteção integral das crianças. “O foco neste momento é assegurar a proteção integral das crianças, oferecendo condições para que possam reconstruir suas trajetórias com dignidade, segurança e perspectiva de um futuro melhor”, afirmou.
Além do acompanhamento do acolhimento, o Ministério Público informou que também atuou para viabilizar o sepultamento de Oliver. Na segunda-feira (20), o promotor de Justiça Cláudio Rodrigues Araujo trabalhou para agilizar a liberação do corpo e possibilitar a realização do funeral social da criança.
O MPRS também acompanha o andamento da investigação conduzida pela Polícia Civil sobre o caso.