Secretário da Receita, Micael Meurer, afirma que a folha de pagamento segue como prioridade, mas admite insuficiência de caixa e revisão de despesas para equilibrar as contas do município
Após a manifestação do Sindicato dos Servidores Municipais de Caxias do Sul (Sindiserv), que criticou a possibilidade de atraso ou parcelamento dos salários do funcionalismo, a Prefeitura apresentou sua versão sobre a situação financeira do município. Em entrevista, o secretário municipal da Receita, Micael Meurer, afirmou que não há previsão de parcelamento dos vencimentos dos servidores e garantiu que a folha de pagamento continua sendo a principal prioridade da administração.
Segundo o secretário, o município enfrenta um cenário de déficit orçamentário, no qual as despesas previstas, incluindo contratos já firmados, reajustes e investimentos, superam a capacidade de arrecadação da Prefeitura. Conforme Meurer, esse desequilíbrio exige medidas para readequar as contas públicas.
Além do déficit no orçamento, a administração também convive com insuficiência financeira, situação em que não há recursos em caixa suficientes para cumprir todas as obrigações nas datas previstas. O secretário confirmou que alguns fornecedores já enfrentam atrasos nos pagamentos e reconheceu que esse cenário pode se intensificar nos próximos meses, caso não sejam adotadas medidas de contenção.
Apesar das dificuldades, Meurer reforçou que o pagamento dos servidores permanece como prioridade absoluta da administração municipal.
“Não há previsão, no curto prazo, de parcelamento da folha de pagamento. A folha sempre foi e continuará sendo prioridade”, afirmou.
O secretário explicou ainda que a maior preocupação está concentrada no fim do ano, quando a despesa com pessoal aumenta significativamente em razão do pagamento do 13º salário e das férias dos servidores, elevando o impacto financeiro sobre o caixa do município.
Para enfrentar o cenário, a Prefeitura iniciou uma revisão geral das despesas. Segundo Meurer, todos os secretários receberam a determinação de reavaliar contratos e identificar investimentos que possam ser reduzidos ou suspensos, buscando minimizar os impactos para a população enquanto as contas são reequilibradas.
A administração também trabalha em alternativas para ampliar a arrecadação e reorganizar o planejamento financeiro, com o objetivo de recuperar o equilíbrio das contas públicas sem comprometer a prestação dos serviços essenciais.