Vítimas foram mortas a tiros no dia 9 de outubro; investigação aponta que o crime ocorreu após o fim do relacionamento do acusado
O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) denunciou, nesta terça-feira (20), o homem investigado pelas mortes de Arnildo Schmegel Klumb, de 56 anos, e Davi Artur Klug Klumb, de 17, em Chuvisca, no Sul do Estado. As vítimas eram pai e irmão da ex-companheira do acusado.
O promotor de Justiça Lucas Codeceira atribuiu ao denunciado os crimes de vicaricídio, pela morte do ex-sogro, e homicídio qualificado, pela morte do adolescente, que era seu ex-cunhado. Segundo a denúncia, os assassinatos ocorreram em meio ao inconformismo do investigado com o fim do relacionamento.
O vicaricídio consiste em uma forma de violência praticada contra pessoas próximas a uma mulher com o objetivo de causar sofrimento emocional a ela.
As mortes ocorreram na madrugada de 9 de outubro, na localidade de São Brás, no interior de Chuvisca. Conforme a investigação, Arnildo e Davi foram atingidos por disparos de arma de fogo. O investigado já havia feito ameaças e, após os crimes, foi preso e admitiu a autoria.
Além de acompanhar a investigação, o MPRS prestou acolhimento aos familiares das vítimas na Promotoria de Justiça de Camaquã, com orientações sobre direitos, informações sobre o andamento do processo e encaminhamentos para apoio psicológico. O órgão também se manifestou a favor da manutenção da prisão do acusado.