Despedida ocorre nesta terça-feira (30), em Caxias do Sul; ele teve atuação marcante na trajetória da Muraro Bebidas
Morreu nesta segunda-feira (29), aos 90 anos, o empresário florense Claudio Muraro. A cerimônia de despedida ocorre nesta terça-feira (30), às 16h30min, no Memorial Crematório São José, em Caxias do Sul. Nascido em 3 de setembro de 1935, Muraro teve atuação direta na consolidação da Muraro Bebidas, empresa familiar fundada em 1953, em Flores da Cunha, que se tornou uma das referências do setor de bebidas no Rio Grande do Sul e no Brasil.
Claudio integrou a segunda geração do negócio criado pelo imigrante italiano Ernesto Gaetano Muraro. Ainda jovem, após deixar o serviço militar, passou a auxiliar o pai na condução da empresa, então instalada em um pequeno galpão, participando do processo de expansão e diversificação da produção. Ao longo das décadas, esteve envolvido nas principais transformações da Muraro Bebidas, que deixou de atuar apenas como vinícola para ampliar sua presença no segmento de destilados.
Nos anos 1960, a empresa adquiriu o primeiro destilador para a produção de aguardente, produto que deu origem à linha de bebidas destiladas. Na década de 1970, iniciou a produção de vodka e ampliou o parque fabril. Já nos anos 1980, foi construída uma segunda fábrica, maior e mais moderna, etapa decisiva para o crescimento da empresa, processo acompanhado de perto por Muraro.
Atualmente, a Muraro Bebidas produz mais de 50 tipos de bebidas, distribuídas em cerca de 20 marcas, entre elas as vodkas Popokelvis e Taiga, o whisky Green Valley, além de coquetéis, licores e aperitivos. A empresa opera em duas unidades industriais que somam 12,5 mil metros quadrados de área construída, com capacidade de armazenamento de até 10 milhões de litros, mantendo processos produtivos com certificações internacionais.
De perfil discreto, Claudio Muraro acompanhou a transição do negócio entre gerações e a profissionalização da gestão, mantendo o caráter familiar da empresa, atualmente administrada pelo filho Renato e segue para a quarta geração, com a presença do neto Frederico. Sua trajetória se confunde com a própria história da Muraro Bebidas e com o desenvolvimento econômico de Flores da Cunha e da Serra gaúcha.
