Governo do Estado habilitou os primeiros 106 leitos do Programa Inverno Gaúcho com Saúde; hospitais da região também serão contemplados para enfrentar aumento das internações por SRAG
O governo do Estado definiu os primeiros hospitais que irão receber recursos para a abertura de leitos destinados ao atendimento de crianças com Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) durante o inverno. Na Serra Gaúcha, instituições de Caxias do Sul, Bento Gonçalves, Farroupilha, Veranópolis, Nova Prata, Carlos Barbosa e Guaporé estão entre as contempladas pelo Programa Inverno Gaúcho com Saúde 2026.
O principal reforço regional ficará concentrado no Hospital Geral, que terá três novos leitos pediátricos habilitados, com investimento de R$ 558,9 mil para custeio durante 90 dias. A unidade é referência em alta complexidade para dezenas de municípios da Serra e deve absorver parte importante da demanda pediátrica nos meses mais críticos do ano.
Além do Hospital Geral, a Serra também terá ampliação no Hospital Tacchini, com três leitos de UTI pediátrica e três de suporte ventilatório, totalizando R$ 729 mil em recursos estaduais. Já o Hospital Beneficente São Carlos receberá R$ 226,8 mil para quatro leitos pediátricos.
Outras instituições contempladas na região são o Hospital Comunitário São Peregrino Lazziozi, com dois leitos e R$ 113,4 mil; o Hospital São João Batista, o Hospital Tacchini e a Associação Hospitalar Manoel Francisco Guerreiro, cada um com um leito habilitado e repasses de R$ 56,7 mil.
Ao todo, o Estado autorizou nesta primeira etapa a abertura de 106 leitos pediátricos em diferentes regiões do Rio Grande do Sul, entre UTIs e leitos de suporte ventilatório, com investimento de R$ 15,6 milhões. A medida ocorre em meio ao aumento dos casos respiratórios registrados com a chegada do frio e após o governo decretar situação de emergência em saúde pública.
Além da ampliação física da rede hospitalar, o programa também prevê reforço na telemedicina pediátrica. A estrutura funciona junto ao Departamento de Regulação Estadual e presta suporte remoto a hospitais de menor porte e UTIs pediátricas, auxiliando equipes médicas no manejo de casos graves e na definição de transferências.
Segundo a Secretaria Estadual da Saúde, a distribuição dos leitos levou em consideração critérios técnicos e a distância entre hospitais de referência, buscando reduzir o tempo de espera por atendimento especializado infantil durante o período de maior circulação de vírus respiratórios.