Missa e procissão marcaram a solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo, da Paróquia Sagrado Coração de Jesus com tapetes confeccionados por voluntários
A celebração de Corpus Christi reuniu mais de 2 mil pessoas na Praça Garibaldi, em Antônio Prado, na quinta-feira (4). A missa e a procissão foram presididos pelo vigário paroquial da Paróquia Sagrado Coração de Jesus, padre Lucivan Francieski, e marcaram um dos momentos mais expressivos de fé e participação comunitária do município.
Desde as primeiras horas da manhã, dezenas de voluntários, integrantes de pastorais, movimentos, serviços da Igreja e entidades pradenses se mobilizaram para a confecção dos tradicionais tapetes. Ao todo, foram produzidos 18 quadros ao redor da praça, preparados com cuidado e dedicação para embelezar a passagem do Corpo de Cristo.
Durante a homilia, padre Lucivan destacou que a solenidade de Corpus Christi é uma manifestação pública da fé católica na presença real de Jesus na Eucaristia. “Celebramos o Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo com tudo o que podemos oferecer de melhor, de mais belo, de mais verdadeiro, porque a Eucaristia é nosso tesouro. Jesus presente na Eucaristia é nosso bem maior”, afirmou.
O sacerdote lembrou que a Eucaristia é o centro da vida cristã e recordou a passagem bíblica em que Deus alimenta o povo no deserto com o maná, no Antigo Testamento. Segundo ele, aquele pão era sinal do verdadeiro alimento dado por Deus: Jesus Cristo. “Ele é o pão vivo descido do céu, nosso alimento no caminho rumo à casa do Pai”, disse padre Lucivan.
A procissão, que percorreu o entorno da Praça Garibaldi, foi acompanhada por fiéis de diferentes idades. Para muitos, o momento foi de oração, silêncio e emoção. Para a comunidade católica, Corpus Christi é o dia em que a fé sai às ruas e se torna visível no gesto de caminhar junto com Cristo.
“Corpus Christi é o dia em que caminhamos com Aquele que caminha conosco. Os tapetes coloridos recordam o caminho da vida e, neste caminho, somos alimentados pelo Pão do Céu”, destacou o vigário paroquial. Padre Lucivan também ressaltou que os tapetes não devem ser vistos apenas como enfeites ou expressão artística. Para ele, cada desenho, cor e detalhe têm sentido religioso. “Os tapetes não são fim em si mesmos, não são beleza pela beleza, ‘para ficar bonito’. São uma catequese e expressão da nossa fé. É para Jesus”, afirmou.
O sacerdote comparou o gesto dos fiéis pradenses ao povo que, conforme a tradição cristã, estendia suas roupas para Jesus passar. Em Antônio Prado, segundo ele, a comunidade estendeu seu tempo, seus dons e seu esforço para a celebração. “Hoje, o nosso povo pradense, com sua fé repleta de tantos sinais bonitos, estende seu tempo, dons e esforço para que Ele passe e seja o Senhor da nossa vida, da nossa cidade, a cidade mais italiana do Brasil”, declarou.
A participação da comunidade foi um dos pontos mais destacados da celebração. Padre Lucivan afirmou que Corpus Christi é, sem dúvida, o evento promovido pela paróquia que mais envolve a comunidade. “Creio que todo este envolvimento é o primeiro fruto visível do que a Eucaristia, presença real de Jesus, realiza na vida da comunidade. A Eucaristia é o sacramento da unidade, nos faz um só corpo. É a resposta de fé do nosso generoso povo pradense. Foi isso que experimentamos na confecção dos tapetes”, destacou.
Ao falar sobre a dedicação dos voluntários, o vigário paroquial reforçou que todo o trabalho realizado deve apontar para Cristo, e não para o reconhecimento pessoal. “Tudo isso é para Ele, não é para nós, não é palco para os dons pessoais que recebemos Dele. Tanto é verdade que os tapetes não têm nomes, independentemente de quem os fez”, disse.
A celebração foi encerrada em clima de oração e gratidão. Mais do que uma procissão, Corpus Christi foi, mais uma vez, um testemunho público de devoção. Os tapetes coloridos de serragem permanecerão até a segunda-feira, quando serão retirados. Enquanto isso, podem ser observados e contemplados.


