Passageiros retirados do navio Hondius testaram positivo para o vírus; Espanha coordena repatriação e quarentena
As autoridades sanitárias confirmaram nesta segunda-feira (11) novos casos de hantavírus entre passageiros retirados do navio de cruzeiro Hondius, que permanece ancorado próximo à ilha de Tenerife, na Espanha.
Segundo os governos dos Estados Unidos e da França, um passageiro norte-americano e uma mulher francesa testaram positivo para o vírus após deixarem a embarcação. A francesa apresentou agravamento no estado de saúde e foi colocada em isolamento em Paris.
O surto já provocou a morte de três passageiros — um casal holandês e uma mulher alemã — e mobilizou uma grande operação sanitária internacional para retirada e repatriação dos ocupantes do navio.
O hantavírus é transmitido principalmente pelo contato com roedores contaminados e pode provocar quadros graves respiratórios. Não existe vacina contra a doença.
No domingo, 94 passageiros e tripulantes deixaram o navio a partir do porto de Granadilla, em Tenerife, seguindo em voos organizados por nacionalidade. Os ocupantes foram orientados a cumprir quarentena e monitoramento médico nos países de destino.
As autoridades espanholas afirmaram que adotaram medidas para evitar novas transmissões durante a operação de desembarque e transporte dos passageiros.
O navio havia partido de Ushuaia no início de abril e deve seguir para os Países Baixos após o reabastecimento e a retirada dos últimos ocupantes.
A Organização Mundial da Saúde informou que o risco para a população em geral segue considerado baixo, embora os passageiros tenham sido classificados como contatos de alto risco.
