Mandado de busca e apreensão foi cumprido no bairro Rio Branco; Polícia Civil do RS recolheu equipamentos eletrônicos que serão analisados pela investigação conduzida no Distrito Federal
O alvo da Operação Rede Interrompida no Rio Grande do Sul é um morador de Canoas, na Região Metropolitana de Porto Alegre. A informação foi confirmada pela Polícia Civil gaúcha, que cumpriu um mandado de busca e apreensão na manhã desta terça-feira (4), no bairro Rio Branco.
Durante a ação, agentes da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) recolheram aparelhos eletrônicos e outros materiais que serão encaminhados para perícia. O investigado não foi preso e seguirá sendo alvo das apurações conduzidas pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF).
A ofensiva faz parte da Operação Rede Interrompida, deflagrada simultaneamente no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Pernambuco. As investigações tiveram início a partir de um relatório elaborado pelo CiberLab, laboratório vinculado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública.
Segundo a PCDF, os investigados utilizavam grupos em aplicativos de mensagens e ambientes da chamada “dark web” para discutir uma possível mobilização durante o período eleitoral de 2026. Entre as conversas analisadas, havia referências à invasão de prédios públicos, escolha de alvos, recrutamento de participantes em diferentes estados, compartilhamento de mapas, plantas arquitetônicas de edifícios em Brasília e manuais para fabricação de artefatos explosivos.
De acordo com a investigação, um dos objetivos discutidos pelo grupo seria a realização de um atentado durante um debate presidencial do segundo turno das eleições, utilizando explosivos no local do evento.
O delegado regional de Canoas, Cristiano Reschke, destacou a atuação integrada entre as polícias civis dos estados e o Ministério da Justiça para o cumprimento das diligências.
Ao todo, foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão. Os investigados têm entre 19 e 31 anos e, até o momento, respondem, em tese, pelos crimes de associação criminosa, incitação ao crime, apologia de crime ou criminoso e delitos previstos na legislação antirracismo.
A Polícia Civil informou que o caso ainda não foi enquadrado na Lei Antiterrorismo. A responsabilização dos investigados dependerá da análise do material apreendido e da conclusão do inquérito policial.