Artista integrou o grupo Os Fagundes e ajudou a eternizar um dos maiores clássicos da música nativista
Morreu neste domingo (2), aos 86 anos, o músico Euclides Fagundes Filho, o Bagre Fagundes, um dos maiores nomes da música tradicionalista do Rio Grande do Sul. A informação foi confirmada pelo filho, Ernesto Fagundes. A causa da morte não foi divulgada.
Bagre marcou a cultura gaúcha por sua trajetória dedicada à música nativista e por ser um dos fundadores do grupo Os Fagundes, formado por integrantes da própria família. Ao lado do irmão, Antônio Augusto Fagundes, o Nico Fagundes, foi coautor de “Canto Alegretense”, canção que se tornou um dos maiores símbolos da identidade cultural do Estado.
Nascido em Uruguaiana, na Fronteira Oeste, Bagre cresceu em Alegrete, cidade que inspirou uma de suas principais composições. Filho de Euclides e Florentina Fagundes, construiu uma carreira iniciada ainda na juventude, quando passou a se apresentar em uma rádio de São Borja.
Com sua tradicional gaita de quatro baixos, percorreu o Rio Grande do Sul por décadas, levando a música regional aos palcos, festivais e eventos tradicionalistas. Além da música, Bagre participou do filme “O Grande Rodeio”, produzido por Nico Fagundes, interpretando um artista popular em uma produção gravada integralmente no Rio Grande do Sul.
Ao longo da carreira, integrou grupos como Os Angüeras e Grupo Inhanduy, ao lado dos filhos Ernesto e Neto Fagundes. O trio conquistou importantes festivais nativistas antes de dar origem, em 2001, ao grupo Os Fagundes, que reuniu diferentes gerações da família e se tornou uma das formações mais tradicionais da música regional gaúcha.
Casado por mais de 60 anos com Marlene Vilaverde, Bagre deixa os filhos Euclides, conhecido como Neto Fagundes, Ernesto, Luciana e Paulinho, além de um legado que ajudou a preservar e divulgar a cultura gaúcha por décadas.
Ainda não foram divulgadas informações sobre as cerimônias de despedida de Bagre Fagundes.