Encontro aberto à comunidade nesta sexta-feira (19) marca o início das discussões sobre o futuro urbanístico do município
O município de Caxias do Sul dá início nesta sexta-feira (19) ao processo de revisão do Plano Diretor de Desenvolvimento Integrado (PDDI), documento que define as diretrizes para o crescimento urbano do município. O encontro será realizado às 8h30, no plenário da Câmara de Vereadores, e é aberto à participação da comunidade.
A revisão do Plano Diretor deve nortear discussões sobre temas que impactam diretamente a rotina da população, como mobilidade urbana, uso e ocupação do solo, habitação, desenvolvimento econômico, preservação ambiental, saneamento e expansão da infraestrutura urbana.
A atividade contará com a participação dos arquitetos e urbanistas Fernando Canalli e Gianna Rossanna de Rossi, integrantes do escritório Jaime Lerner Arquitetos Associados, referência nacional em planejamento urbano e responsável por projetos desenvolvidos em diversas cidades brasileiras.
Além da Prefeitura, a organização do debate reúne entidades como a Câmara de Vereadores, a Câmara de Indústria, Comércio e Serviços de Caxias do Sul (CIC), o Sinduscon, a OAB Subseção Caxias do Sul, a União das Associações de Bairros (UAB), o Seaaq e o Conselho de Planejamento (Conseplan).
Segundo a Secretaria de Planejamento e Parcerias Estratégicas, a proposta é construir o processo de revisão com ampla participação popular. Durante o encontro também serão apresentados grupos temáticos que irão aprofundar discussões sobre áreas como mobilidade, patrimônio histórico, meio ambiente, recursos hídricos, turismo, habitação, inovação, cidades inteligentes e atração de investimentos.
O Plano Diretor é o principal instrumento de planejamento urbano dos municípios e estabelece regras para o desenvolvimento da cidade, definindo parâmetros para construções, expansão urbana, preservação ambiental e implantação de serviços públicos. Em Caxias do Sul, a última revisão do documento ocorreu em 2019.
A expectativa da administração municipal é que a atualização do plano permita adequar a legislação às novas demandas urbanas, econômicas e ambientais que surgiram nos últimos anos, além de preparar a cidade para os desafios das próximas décadas.