Primeira audiência conjunta dos processos por maus-tratos a animais e coação de testemunhas foi realizada nesta sexta-feira (15)
A 2ª Vara Criminal da Comarca de Caxias do Sul realizou, na tarde desta sexta-feira (15), a primeira audiência de instrução dos processos que investigam um homem acusado de maus-tratos a animais e coação no curso do processo.
O réu é investigado por submeter gatos a situações de crueldade e por intimidar testemunhas ligadas à investigação. A audiência começou às 16h10 e foi presidida pela juíza substituta Taíse Velasquez Lopes.
Durante a fase de instrução, foram ouvidas sete testemunhas de acusação no processo relacionado aos maus-tratos e uma vítima no procedimento que apura coação. Participaram da audiência representantes do Ministério Público, assistência de acusação, defesa e o próprio réu, que acompanhou os atos por videoconferência.
Ao ser interrogado, o acusado exerceu o direito constitucional de permanecer em silêncio. Após as oitivas, a magistrada abriu prazo para manifestação do Ministério Público e da assistência de acusação sobre a necessidade de diligências complementares.
Segundo o Tribunal de Justiça, não houve pedido de prisão durante a audiência. A sessão foi encerrada às 19h09.
De acordo com a denúncia do Ministério Público, os crimes teriam ocorrido até setembro de 2023, em uma residência no bairro Santa Fé. Policiais militares chegaram ao local após denúncias encaminhadas pela ONG Sem Raça Definida (SRD), que teria recebido informações da irmã do investigado.
No imóvel, os policiais encontraram oito gatos vivos presos por correntes, fios e cordas, alguns com objetos conhecidos como “enforca-gatos” presos ao pescoço. Na área externa, também foi localizado um gato morto dentro de uma sacola plástica. Um crânio canino foi encontrado na garagem da residência.
Ainda conforme a acusação, os animais apresentavam sinais de maus-tratos, como ferimentos, desidratação, presença de ectoparasitas e dentes quebrados. Após o resgate, os gatos foram encaminhados para avaliação veterinária e ficaram sob cuidados de protetores ligados à ONG.