Evento em Nova Pádua abriu oficialmente a colheita da cultura com ato simbólico e palestras sobre produção e mercado
A 8ª Abertura Oficial da Colheita da Noz-Pecã foi realizada nesta sexta-feira (8), em Nova Pádua, na Serra Gaúcha. A programação ocorreu no Salão Comunitário da Capela Sagrado Coração de Jesus, na comunidade de Travessão Bonito, e na propriedade do produtor Arlindo Marostica, reunindo autoridades, produtores e representantes do setor.
O evento contou com a presença do secretário estadual da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação, Márcio Madalena, além de representantes do Instituto Brasileiro de Pecanicultura (IBPecan), Emater e Embrapa.
Conforme dados do IBPecan, o Rio Grande do Sul concentra cerca de 90% da produção nacional de noz-pecã, com aproximadamente 7,3 mil hectares cultivados por cerca de 1,6 mil produtores. A expectativa para a safra é de até 8 mil toneladas.
Durante o evento, o secretário Márcio Madalena destacou o crescimento da pecanicultura no Estado e o potencial de expansão da cultura no mercado nacional e internacional. Ele também ressaltou a importância da irrigação para a produção e citou o Programa Irriga+RS, política pública estadual voltada ao apoio de sistemas de irrigação no meio rural.
O presidente do IBPecan, Claiton Wallauer, afirmou que o aumento do interesse pela cultura demonstra o fortalecimento da cadeia produtiva no Rio Grande do Sul. Segundo ele, o instituto atua há oito anos na promoção e incentivo da pecanicultura no país.
Após as atividades e pronunciamentos, os participantes acompanharam o ato simbólico de abertura da colheita na propriedade de Arlindo Marostica, que apresentou resultados de produtividade obtidos com o uso de irrigação no pomar.
Na ocasião, também foi lançado o livro “Nogueira-pecã”, da Embrapa, elaborado por 82 autores. A publicação está disponível gratuitamente na internet e terá versão impressa apresentada durante o Encontro Nacional de Pecanicultura (Enapecan), previsto para novembro, em Bento Gonçalves.
A abertura oficial foi promovida pelo IBPecan e pela Secretaria Estadual da Agricultura, por meio do Programa Estadual de Desenvolvimento da Pecanicultura (Pró-Pecã), com apoio da Emater e da Embrapa.
