Palestrante apontou carga tributária elevada, falta de qualificação e baixa eficiência pública como barreiras ao crescimento
A reunião-almoço (RA) da Câmara de Indústria, Comércio e Serviços de Caxias do Sul (CIC Caxias), realizada nesta segunda-feira (23), teve como destaque a palestra do economista Ricardo Hingel, que abordou o tema “Os problemas estruturais da economia brasileira”.
Com carreira consolidada como executivo no mercado financeiro e atuação como consultor empresarial, Hingel é autor do livro “Brasil – um país que insiste em não dar certo”. Durante o encontro, ele apresentou uma análise crítica sobre o cenário econômico nacional, com ênfase no papel do Estado e nos entraves ao desenvolvimento.
Segundo o economista, o Brasil convive há décadas com um modelo de Estado “grande e gastador”, que impõe elevada carga tributária sem oferecer serviços públicos de qualidade. “O país perde competitividade porque o Estado é caro e não entrega infraestrutura, educação e segurança adequadas”, afirmou.
Outro ponto destacado foi o impacto dos impostos sobre o setor produtivo. De acordo com o palestrante, o aumento da carga tributária ao longo dos últimos anos contribuiu para a estagnação da indústria e reduziu a competitividade do país frente a outras economias.
No cenário político, o economista projetou que as eleições de 2026 podem representar um ponto de inflexão, com possibilidade de revisão do atual modelo econômico. Também criticou a reforma tributária recente, apontando que ela não deve resultar em redução efetiva da carga de impostos.
Encerrando a palestra, Hingel defendeu a necessidade de reformas estruturais, incluindo mudanças no sistema previdenciário e uma redefinição do papel do Estado. “Sem enfrentar essas questões, o Brasil deve continuar enfrentando dificuldades para crescer de forma sustentável”, concluiu.