A fundadora da Blue Tree Hotels, Chieko Aoki, participou da RA da CIC nesta segunda-feira (14) e destacou o papel das cidades na experiência turística
A fundadora e CEO da Blue Tree Hotels, Chieko Aoki, participou da RA (reunião-almoço) da Câmara de Indústria, Comércio e Serviços de Caxias do Sul (CIC Caxias) nesta segunda-feira (14). Conhecida como a “dama da hotelaria”, ela falou sobre o tema “Negócios que encantam: experiência e conexão como diferenciais para o futuro”. O encontro integrou a programação da Semana Municipal do Turismo.
Durante o encontro Chieko destacou que a conexão entre pessoas é fundamental para o desenvolvimento de qualquer negócio, especialmente no turismo. Segundo ela, confiança, relacionamento e capacidade de trabalhar em conjunto são elementos essenciais para criar boas experiências. “Sem conexão não existe nenhum negócio. Você não faz negócio com parede. Tem que se conectar sempre”, afirmou.
A empresária também ressaltou que o turismo não depende apenas de hotéis e empreendimentos. Para Chieko, a própria cidade é parte central da experiência de quem visita um destino. Ela defendeu investimentos em organização urbana e uma gestão pública que reconheça o turismo como uma atividade estratégica. “O hotel é apenas um meio, o fim é a cidade”, destacou.
Na avaliação da empresária, o turismo também está diretamente relacionado à qualidade de vida dos moradores. Ela afirmou que uma cidade preparada para receber visitantes precisa, antes de tudo, ser boa para quem vive nela. “Turismo é cidadania”, resumiu.
Sobre Caxias do Sul e a região, Chieko avaliou que já houve avanços, mas ainda existe espaço para ampliar o turismo. Ela citou Singapura como exemplo de destino que recebe um grande número de visitantes e defendeu maior divulgação das potencialidades locais. “Em Caxias do Sul você pode. Então tem que divulgar isso. Venha para Caxias do Sul”, disse.
A empresária também falou sobre liderança e ambiente de trabalho. Segundo ela, o modelo baseado em hierarquia rígida perdeu espaço para uma relação mais participativa, na qual os funcionários são ouvidos e compartilham responsabilidades.