Aos 68 anos, morador do distrito conclui formação de quase cinco anos e passa a atuar em diferentes frentes da Igreja de Flores da Cunha e região
Uma nova função dentro da Igreja começa a fazer parte da rotina de Remi Damin, de 68 anos. Morador de Otávio Rocha, ele conclui neste sábado (29) um processo de formação que se estendeu por quase cinco anos e vai ser ordenado diácono permanente da Diocese de Caxias do Sul. A celebração presidida pelo bispo de Caxias do Sul Dom José Gislon, ocorre às 10h, na Igreja Matriz São Marcos, em Otávio Rocha.
O diaconato permanente é um ministério voltado ao serviço da Igreja e à atuação junto às comunidades. A partir da ordenação, Remi passa a integrar esse trabalho em uma região que reúne as paróquias de Flores da Cunha, Otávio Rocha, Nova Roma do Sul, Nova Pádua, São Marcos, Antônio Prado e Criúva. Ele é o único integrante da Região Pastoral de Flores da Cunha entre os integrantes desta turma.
Em entrevista à Rádio Solaris FM 99.1, na quarta-feira (26), Remi falou sobre a formação, as atribuições do diaconato e a preparação para assumir a função. A trajetória começou com um convite para participar da Escola Diaconal São Filipe. A turma iniciou com 37 candidatos e chegou a 20 ao final do processo. Dezenove já foram ordenados, e Remi é último integrante do grupo.
Um ministério de serviço
A atuação ocorre em diferentes áreas da vida da Igreja, com destaque para a caridade, a saúde e a educação. Os diáconos também podem participar de celebrações e realizar batizados, casamentos e exéquias. Já a consagração da Eucaristia e a confissão continuam sendo atribuições dos sacerdotes.
A principal diferença em relação ao diácono transitório está na permanência do ministério. O diácono transitório exerce a função durante o período de preparação para o sacerdócio, enquanto o diácono permanente permanece nessa condição.
Para Remi, a chegada dos diáconos não significa ocupar o espaço de quem já atua nas comunidades. A ideia é reforçar o trabalho realizado pela Igreja. “Nós não estamos aqui para tirar o lugar de ninguém. Nós estamos aqui para somar”, afirmou durante a entrevista.
A atuação também é pensada de forma integrada com os demais serviços da Igreja. Remi ressalta que os diáconos chegam para colaborar com padres, ministros, freis e outros agentes que já trabalham nas comunidades.
O exercício do diaconato é voluntário e não prevê remuneração. A atuação, segundo Remi, está ligada ao serviço e à caridade, com atenção especial às pessoas mais necessitadas.
Uma formação que começou há quase cinco anos
Até chegar à ordenação, Remi passou por um longo período de preparação. Foram quase cinco anos de estudos, aulas, encontros e retiros, com atividades presenciais no Centro de Pastoral da Diocese de Caxias do Sul e também encontros on-line.
No início da caminhada, Remi ainda conhecia pouco sobre o diaconato. Em entrevista à Rádio Solaris, ele contou que chegou a duvidar se teria condições de seguir a formação. O processo de estudos permitiu que conhecesse melhor o ministério e se preparasse para as responsabilidades que assumirá.
Aos 68 anos, ele chega a essa etapa depois de uma trajetória ligada à comunidade de Otávio Rocha. Remi é casado com Solange, tem dois filhos, Michael e Natália, e uma neta, Luzia. Também foi subprefeito do distrito de Flores da Cunha.
A ordenação deste sábado encerra o período de formação e dá início à atuação de Remi como diácono permanente. O lema escolhido para a nova missão é “A nossa capacidade vem de Deus”, inspirado na Carta de Paulo aos Coríntios.