Em entrevista à Rádio Solaris, Ricardo Peres afirmou que rodovia está saturada e que intervenções pontuais não resolvem os problemas de fluxo no segmento entre os km 80 e 95
A discussão sobre a duplicação da ERS-122 entre Caxias do Sul e Flores da Cunha voltou à pauta nesta semana após mudanças no trânsito no km 81 da rodovia provocarem congestionamentos e reclamações de motoristas, especialmente nos horários de pico.
A alteração na sinalização ocorreu no sentido Flores-Caxias, onde um trecho de pista dupla foi reduzido para implantação de um acesso ao bairro Nossa Senhora da Saúde. Segundo a concessionária Caminhos da Serra Gaúcha (CSG), a intervenção é provisória integra as obras do viaduto no km 78, que tem conclusão prevista para outubro.
Em fevereiro, durante coletiva de imprensa de lançamento das obras de duplicação da ERS-122 no Contorno Norte de Caxias do Sul, o diretor-presidente da CSG Ricardo Peres, respondeu a um questionamento da reportagem da Rádio Solaris FM 99.1 sobre a falta de previsão de investimentos de grande porte no trecho entre Caxias e Flores.
Na ocasião, Peres afirmou que a rodovia opera com fluxo elevado e classificou a duplicação como a única alternativa capaz de solucionar os problemas de trânsito no local. “O tráfego ali é bastante intenso. A rodovia em si já está saturada. Não existe outra obra que pudesse resolver a questão se não fosse a própria duplicação entre Flores da Cunha e Caxias do Sul”, disse na ocasião.
Segundo Peres, o segmento entre os km 80 e 95 da ERS-122, com cerca de 15 quilômetros, a duplicação não faz parte do contrato atual da concessão. “Essa obra não está no contrato. Isso precisa ser discutido junto com o governo do Estado para buscar uma alternativa de viabilizar uma obra desse porte”, afirmou.
Peres também declarou que intervenções localizadas tendem a ter impacto limitado no fluxo da rodovia enquanto a duplicação não for executada. “Qualquer obra que seja feita naquela região vai ser praticamente inócua, porque o congestionamento vai permanecer”, completou.
