Asdrubal Falavigna esteve nesta terça-feira (24) na Rádio Solaris e falou sobre prioridades da gestão, internacionalização, concorrência no ensino superior e suas raízes em Flores da Cunha
O reitor eleito da Universidade de Caxias do Sul (UCS), Asdrubal Falavigna, esteve nesta terça-feira (24) nos estúdios da Rádio Solaris FM 99.1, onde detalhou as expectativas para o mandato (2026-2030) que começa em 3 de maio e apresentou os principais eixos da futura administração. Médico neurocirurgião, professor e pesquisador, Falavigna soma quase 30 anos de trajetória na universidade, sendo mais de duas décadas em funções de gestão.
Durante a entrevista no programa Tudo de Bom, ele destacou que a UCS precisa acompanhar as transformações sociais e tecnológicas para seguir atraente aos jovens. “Se as mudanças externas do mundo não acontecem internamente à universidade, a gente está fadado ao erro. Precisamos sintonizar a universidade com a geração atual, criar ambientes acolhedores e falar a linguagem deles”, afirmou.
Falavigna explicou que sua eleição passou pela apresentação de um plano de gestão ao Conselho Diretor, formado por representantes das entidades fundadoras e da comunidade. Segundo ele, a composição da chapa também buscou equilíbrio entre áreas do conhecimento, ao lado da vice-reitora eleita Terciane Ângela Luchese, da área das humanidades. “Não é só currículo. É preciso conciliar visões diferentes e construir sinergia. A linha de chegada é a mesma: excelência acadêmica, pesquisa e inovação”, resumiu.
O novo reitor projeta um “futuro maravilhoso” para a UCS, que completou 59 anos neste mês, e destacou a internacionalização como um caminho sem volta. Conforme Falavigna, a universidade já mantém parcerias para dupla diplomação e intercâmbios, além de uma estrutura consolidada para cooperação internacional. “Hoje você pode estar em qualquer parte do mundo com um clique. O estudante precisa se enxergar nesse cenário global”, disse.
Ao comentar o aumento da concorrência no ensino superior — especialmente na graduação — Falavigna ressaltou que a UCS vai seguir apostando em valor, e não apenas em preço. “Não é o custo que vai nos diferenciar, mas o que entregamos ao aluno: professores capacitados, conexão com problemas reais, estágios dentro das empresas e uma formação que prepare para o mercado”, afirmou. Ele também destacou a força da pós-graduação, com 31 programas de mestrado e doutorado, como motor da inovação e da aproximação com a indústria.
Falavigna lembrou ainda o caráter comunitário da instituição, definida por ele como uma universidade pública não estatal, e destacou que cerca de um terço dos estudantes conta com bolsas ou descontos, reforçando o papel social da UCS no desenvolvimento regional.
Em um dos momentos da conversa, o reitor eleito falou sobre sua ligação com Flores da Cunha, cidade onde cresceu. “Toda a minha formação de caráter, valores morais e éticos foi construída lá. Se hoje eu estou assumindo a reitoria, Flores da Cunha está junto comigo”, declarou, ao agradecer à comunidade que acompanhou sua trajetória.
Mesmo mantendo atuação médica — inclusive em cirurgias — Falavigna afirmou que o foco principal agora será a universidade. “A gente trabalha em equipe. Meu compromisso é conduzir uma gestão aberta, de acolhimento e escuta ativa. Quem quiser colaborar com ideias, eu estou sempre disponível”, concluiu.
