Força-tarefa começou com cateterismos e angioplastias no Hospital Geral e envolve ainda os hospitais Pompéia e Virvi Ramos
Um mutirão de cirurgias extras começou a ser executado em Caxias do Sul com o objetivo de reduzir filas represadas na rede pública de saúde, especialmente na área de cardiologia. A ação envolve os hospitais Geral, Pompéia e Virvi Ramos e prevê a realização de 1.872 procedimentos ao longo de até um ano, com investimento de R$ 10,6 milhões.
A primeira etapa do mutirão concentra-se nos procedimentos de cateterismo cardíaco. Atualmente, 664 pacientes aguardam na fila do município. Com recursos de emendas parlamentares, estão programados 432 atendimentos no Hospital Geral e no Hospital Pompéia, o que pode reduzir em cerca de 65% a demanda existente. No Hospital Geral, os procedimentos já iniciaram e, até agora, foram realizados 26 cateterismos e oito angioplastias. O Hospital Pompéia ainda finaliza a contratualização para início dos atendimentos.
Além da cardiologia, outros 1.440 procedimentos eletivos estão em fase final de contratação junto aos três hospitais e devem começar ainda em janeiro. Esse volume corresponde a uma redução estimada de 16% da fila total de cirurgias do município, que atualmente soma 6.869 procedimentos autorizados e não realizados, todos destinados a moradores de Caxias do Sul.
O pacote inclui cirurgias de vesícula biliar, catarata, amígdalas e adenoides, tratamento de varizes, retirada de hemorroidas, neurocirurgias e procedimentos traumatológicos, entre outros. Os atendimentos serão realizados com recursos extras, fora do teto regular de produção dos hospitais.
Do total de cirurgias previstas, 967 ficarão a cargo do Hospital Virvi Ramos, 616 do Hospital Geral e 289 do Hospital Pompéia. O financiamento inclui R$ 10 milhões em emendas parlamentares e R$ 600 mil oriundos de uma portaria federal. As instituições terão prazo de até 12 meses, a partir da assinatura dos contratos, para executar os procedimentos.
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