Major-general Majid Khademi foi morto na madrugada desta segunda-feira (06); Ministro da Defesa israelense afirma que país continuará “caçando” lideranças iranianas
A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) confirmou, nesta segunda-feira (06), a morte do major-general Majid Khademi, chefe do serviço de inteligência da organização. O oficial de alta patente foi assassinado durante a madrugada, em um episódio que aprofunda a crise militar e diplomática no Oriente Médio. Em comunicado oficial, a IRGC descreveu Khademi como um “comandante estimado” com quase cinco décadas de serviço à Revolução Iraniana.
O governo de Israel, por meio do ministro da Defesa Israel Katz, assumiu a responsabilidade pela operação. Segundo Katz, Khademi era “diretamente responsável” por mortes de civis israelenses e figurava como uma das três personalidades mais influentes dentro da estrutura de comando da Guarda Revolucionária. “Continuaremos a caçá-los um por um”, declarou o ministro, reforçando a estratégia de alvos seletivos adotada desde o agravamento do conflito em fevereiro.
Impacto estratégico e retaliações
O assassinato de Khademi ocorre em um momento de fragilidade para a infraestrutura iraniana. Além dos ataques aéreos contra lideranças militares e do grupo paramilitar Basij, Israel afirma ter infligido danos severos aos setores siderúrgico e petroquímico do Irã nas últimas semanas. “Hoje, e todos os dias, haverá mais danos”, alertou Katz, indicando que a ofensiva não deve cessar.
Majid Khademi é mais um nome em uma lista crescente de oficiais iranianos eliminados em operações atribuídas a Israel. Para analistas internacionais, o golpe na cúpula da inteligência da IRGC representa um revés significativo na capacidade de coordenação e contrainformação do regime de Teerã, que agora enfrenta o desafio de reorganizar sua segurança interna sob constante ameaça de monitoramento e ataques de precisão.