Moradores de Porto Alegre, Campo Bom, Feliz, Nova Esperança do Sul, Santa Tereza e Salvador do Sul receberam novas casas nesta segunda-feira (23)
Logo no início da manhã desta segunda-feira (23) foram entregues as 24 casas definitivas para famílias que perderam suas moradias nas inundações em Santa Tereza, na Serra. Logo depois, uma comitiva do Governo do Rio Grande do Sul também entregou moradias em Porto Alegre, Campo Bom, Feliz, Nova Esperança do Sul e Salvador do Sul. Em razão de chuvas intensas, a entrega de 52 casas em Venâncio Aires foi cancelada.
“Para chegar até aqui enfrentamos muitos desafios. Foram dificuldades com o terreno, com os processos e com recursos, mas superamos cada uma dessas adversidades e hoje estamos entregando mais do que casas, mas verdadeiros lares onde essas 24 famílias vão poder viver de forma digna e feliz”, destacou o governador Eduardo Leite durante ato em Santa Tereza.
O investimento para essas moradias em Santa Tereza foi de R$ 3,3 milhões, além de R$ 3,5 milhões para as obras dos muros de contenção, totalizando R$ 6,8 milhões. A Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedur) também aportou R$ 858 mil para o preparo dos terrenos. Com isso, o município da Serra recebeu R$ 7,6 milhões do governo do Estado para as obras habitacionais, que estão sendo realizadas no Loteamento Stringhini 2, no Centro.
As casas foram construídas pelo método construtivo de painel de concreto, por meio de uma das Atas de Registro de Preços do Estado para esta finalidade.
Reconstrução após inundações
O titular da Secretaria de Habitação e Regularização Fundiária (Sehab) reforçou o significado dessa entrega. “Entregarmos essas casas à comunidade de Santa Tereza é muito emblemático. O município foi bastante atingindo duas vezes pelas inundações, em 2023 e 2024. Essas famílias, como em todo o Estado, demonstram força e resiliência para reconstruir suas vidas, suas cidades e o Rio Grande”, disse Silveira.
A Casa é Sua – Calamidade
O Programa A Casa é Sua – Calamidade promove a política habitacional de emergência, com a construção de moradias permanentes em municípios com situação de calamidade pública reconhecida. Para realizar a ação, o Estado utiliza dois métodos construtivos: painel de concreto e steel frame, de acordo com as Atas de Registro de Preços do Estado. Em breve, também será adotado o modelo de construção modular.
As casas de painel de concreto possuem 44m², e as de steel frame, 55 m². Todas as unidades contam com dois dormitórios, sala/cozinha conjugadas, banheiro, varanda e área de serviço externa. O terreno e a infraestrutura das áreas onde são instaladas as casas ficam a cargo das prefeituras, com ocasiões em que o governo estadual, por falta de terrenos aptos, realiza a desapropriação de áreas.