Obras de reconstrução devem começar em julho; campanha do Pix Solidário já arrecadou mais de R$ 500 mil em doações
A comunidade de Flores da Cunha já tem data para voltar a ocupar a Igreja Matriz Nossa Senhora de Lourdes. A comissão responsável pela reconstrução do templo anunciou nesta semana que a entrega está prevista para 24 de dezembro de 2027, permitindo que a tradicional Missa do Galo seja celebrada novamente no local.
A projeção foi apresentada pelo presidente da comissão, Neco Argenta, durante atualização sobre o andamento dos trabalhos. Segundo ele, a expectativa é que as obras tenham início já em julho, após a conclusão da fase de elaboração dos projetos técnicos que devem orientar a reconstrução.
Atualmente, a prioridade é concluir os estudos necessários para avaliar a estrutura remanescente e definir as intervenções que precisam executadas no prédio histórico. Entre os projetos previstos estão a recuperação estrutural, sistemas elétricos, prevenção contra incêndio, drenagem, climatização e demais adequações exigidas para a retomada das atividades.
Arrecadação supera R$ 500 mil
Enquanto a parte técnica avança, a mobilização da comunidade segue garantindo recursos para a reconstrução. Até a quarta-feira (10), a campanha havia arrecadado R$ 509.833,49 por meio da chave Pix [email protected], vinculada à Associação Fenavindima.
Para ampliar as possibilidades de captação, a comissão também formalizou a Associação dos Amigos da Paróquia Nossa Senhora de Lourdes, entidade criada para centralizar a gestão dos recursos e permitir o recebimento de contribuições de empresas, instituições, órgãos públicos e emendas parlamentares.
“Essa associação permite legalmente recebermos verbas de pessoas jurídicas, físicas, órgãos governamentais e emendas parlamentares. Isso nos dá mais segurança e legalidade para a reconstrução da nossa igreja”, destacou Argenta.
Reconstrução vai além da igreja
A proposta em discussão não prevê apenas a recuperação da estrutura destruída pelo incêndio. A comissão também trabalha em melhorias para o entorno da Matriz, com foco na integração entre a igreja e o campanário, dois dos principais símbolos da cidade.
A ideia é qualificar os espaços de convivência, circulação e estacionamento, criando um ambiente mais adequado para moradores, visitantes e celebrações religiosas. “Vamos além da reconstrução. Também vamos trabalhar no paisagismo externo, contemplando uma harmoniosidade maior entre a igreja e o campanário”, afirmou o presidente da comissão.
Além disso, está em estudo a criação de um memorial que preserve a história da Igreja Matriz e registre o processo de reconstrução, reunindo fotografias, documentos e relatos sobre um dos momentos mais marcantes da história recente do município.