Homem de 64 anos esteve recentemente em Uganda, na África. Ele está internado e será transferido para Porto Alegre enquanto exames da Fiocruz investigam a possibilidade de infecção pelo vírus Ebola
Um caso suspeito de Ebola colocou as autoridades de saúde do Rio Grande do Sul em alerta nesta quinta-feira (12). Um homem de 64 anos, que esteve recentemente em Uganda, país localizado na África Oriental, procurou atendimento médico em Novo Hamburgo e passou a ser monitorado pelas equipes de vigilância epidemiológica do Estado.
De acordo com a Secretaria Estadual da Saúde (SES), o paciente apresentou critérios clínicos e epidemiológicos compatíveis com os protocolos de investigação para a doença. Por isso, todas as medidas de segurança previstas pelo Ministério da Saúde foram adotadas imediatamente.
Durante a avaliação médica, um teste rápido apontou resultado positivo para malária causada pelo parasita Plasmodium falciparum, considerada uma das formas mais graves da doença. O tratamento foi iniciado ainda na unidade de saúde. Apesar disso, a hipótese de Ebola não foi descartada.
O paciente será transferido para o Grupo Hospitalar Conceição, em Porto Alegre, referência estadual para casos que exigem isolamento e acompanhamento especializado. Amostras biológicas foram encaminhadas para análise da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), laboratório nacional de referência responsável pela confirmação ou descarte da doença.
Paralelamente, a Secretaria da Saúde iniciou o rastreamento das pessoas que tiveram contato com o homem. Os chamados contactantes serão monitorados por um período de 30 dias, prazo considerado suficiente para identificar o surgimento de sintomas relacionados ao vírus.
Segundo a SES, não há confirmação de Ebola até o momento. O caso segue em investigação e está sendo acompanhado em conjunto pelo governo estadual, Ministério da Saúde e autoridades municipais.
O Ebola é uma doença viral grave, transmitida pelo contato direto com fluidos corporais de pessoas infectadas. Embora apresente alta taxa de letalidade, surtos costumam ser controlados por meio do isolamento de pacientes e do monitoramento rigoroso de contatos. Atualmente, não há registro de transmissão da doença no Brasil.