Representantes da Agesa, Corsan e Executivo estiveram presentes
Uma Audiência Pública, requerida pela vereadora Giovanna Zanella (PP) foi realizada na noite de quarta-feira (15), no plenário da Câmara Municipal de Antônio Prado, para debater a concessão da Companhia Rio Grandense de Saneamento (Corsan) em Antônio Prado e analisar os recorrentes problemas na prestação dos serviços realizados pela concessionária.
Participaram representantes da Corsan, Executivo municipal, Agência Reguladora Intermunicipal de Saneamento (Agesan) responsável por fiscalizar a Companhia e população que também pode fazer uso da tribuna.
O prefeito de Antônio Prado, Roberto José Dalle Molle explicou em sua fala que a concessão com a Corsan foi realizada como em outros municípios que compõem a CISGA por receio de não haver outra empresa que assumisse a concessão como é o caso do município de Erechim que está passando por um longo processo de regularização do saneamento básico devido à falta de um contrato de concessão válido com a Corsan (agora Aegea) desde 2015/2016.
O secretário de Planejamento e Meio Ambiente, Sidnei Giubel demonstrou preocupação diante dos problemas recorrentes e a demora na resolução de vazamento e falta de água. Também citou sobre o plano de tratamento de esgoto que precisa ser feito pela Companhia até 2030.
O diretor-geral da Agesan, Tiago Luis Gomes usou o espaço para explicar o papel da Agência que é apenas de fiscalizar e que em um curto período já realizaram 12 ações incisivas de cobrança a Companhia e 433 inconformidades foram identificadas no município e repassadas a justiça e geram R$ 500 mil em penalidades.
O superintendente regional de Relações Institucionais da Corsan/Aegea na Serra Gaúcha, Lutero Cassol salienta em sua fala que a Companhia reconhece os problemas recorrentes no município e tem atuado para resolvê-los. Que uma equipe qualificada foi enviada ao município para resolver os problemas na repavimentação após o conserto de problemas. Ele justifica que após a mudança da Corsan para Aegea muitos servidores optaram pelo desligamento da empresa o que causou o desfalque nas equipes que atuam na manutenção.
Os municipes presentes puderam se manifestar e colocaram ao representante da Corsan os problemas recorrentes de falta de água nos bairros, vazamentos, falta de manutenção nos postos da Corsan instalados em propriedades privadas, entre outros.
O Procurador do município Maurício Chini orientou a população a formalizar reclamações junto a Agesan pelo 0800 222 4022 ou através do Procon para que o município tenha materialidade para agir e cobrar a Corsan seja em uma quebra de contrato ou cobrança mais incisiva.
A Audiência pode ser assistida clicando aqui.
