O evento “Arte, Cultura e Cidadania no Centro POP Rua” combina atividades culturais, integração comunitária e atendimento assistencial
Em alusão ao Dia Nacional de Luta da População em Situação de Rua, celebrado neste dia 19 de agosto, a Secretaria Municipal de Assistência Social e Cidadania (SMASC), por meio do Centro POP Rua, promoveu uma jornada dedicada ao acesso a direitos, à expressão artística e à valorização da vida. O evento “Arte, Cultura e Cidadania no Centro POP Rua” combina atividades culturais, integração comunitária e atendimento assistencial direto aos cidadãos atendidos pelo serviço.
Como preparação para a data, um grupo, acompanhado por técnicos do serviço, visitou o Museu de Arte Regina Rodrigues Machado (MARM). Durante a atividade, os participantes percorreram os becos, ruas e vielas do percurso do Graffitour, conferindo de perto parte das 72 obras do acervo do museu e conhecendo a história local da Zona de Desenvolvimento Cultural (ZDC). Ao fim do percurso, o grupo reuniu-se para um bate-papo sobre realidades periféricas, o papel de projetos socioassistenciais e a força transformadora da arte e da educação.
A programação teve continuidade com o evento “Arte, Cultura e Cidadania no Centro POP Rua”. O destaque foi a abertura de uma exposição coletiva construída pelos próprios usuários nas oficinas de Artes Visuais e Contação de Histórias, reunindo poesias, textos de escrita criativa e variadas linguagens artísticas. O encontro contou ainda com apresentação musical ao vivo da Banda Magnata Joe.
Paralelamente às atrações culturais, a estrutura do evento garante a oferta de serviços fundamentais no local:
• Atendimento técnico especializado;
• Inscrição e atualização do Cadastro Único (CadÚnico);
• Encaminhamentos para vagas de acolhimento institucional.
Mais do que uma celebração pontual, iniciativas dessa natureza desempenham um papel transformador na consolidação das políticas públicas de assistência social. A integração entre suporte técnico e atividades culturais garante que o atendimento vá além das necessidades básicas imediatas, promovendo a cidadania em sua totalidade.
O impacto direto no público atendido reflete-se no fortalecimento da autoestima, no resgate da identidade e no incentivo ao protagonismo social. Ao expressarem suas vivências por meio da poesia, da pintura e do diálogo, os participantes deixam de ser enxergados apenas pela vulnerabilidade e passam a ocupar espaços de criação e fala.
Como resume a premissa do próprio encontro, a arte permite olhar para as trajetórias de vida para além da condição temporária de estar em situação de rua, abrindo caminhos para o reconhecimento público, a reconstrução de vínculos e o acesso efetivo aos direitos fundamentais.

