Operação Veneer cumpriu 20 mandados de busca e sete de prisão preventiva nesta sexta-feira (11); gabinete de vereador foi alvo de buscas na Câmara
A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta sexta-feira (11), uma nova fase da Operação Veneer para desarticular uma organização criminosa investigada por agiotagem, extorsão e outros crimes em Caxias do Sul. A ação cumpriu 20 mandados de busca e apreensão e sete mandados de prisão preventiva.
Até o momento, quatro homens, com idades entre 36 e 51 anos, foram presos. Durante as diligências, um deles também foi detido em flagrante após ser encontrado com munições de calibres 9mm e 12, além de uma granada indoor.
A investigação aponta que o grupo concedia empréstimos com juros abusivos, inclusive no sistema conhecido como “gota a gota”, com cobrança de parcelas diárias. Segundo a Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco), os integrantes utilizavam ameaças, intimidação e outros meios de coerção para cobrar os devedores.
A estrutura investigada tinha divisão de tarefas. Alguns integrantes seriam responsáveis pela administração dos empréstimos, captação de clientes e disponibilização dos valores, enquanto outros atuavam diretamente na cobrança das dívidas.
Entre os locais que foram alvo de busca nesta sexta-feira está o gabinete do vereador Wagner Petrini (PSB), atual presidente da Câmara de Vereadores de Caxias do Sul. Também houve buscas em outros endereços relacionados à investigação.
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Por meio de nota, Petrini afirmou que a busca estaria relacionada a um ex-assessor que trabalhou em seu gabinete na legislatura passada e foi desligado há mais de dois anos. Segundo ele, os policiais procuravam documentos relacionados ao vínculo anterior com o ex-colaborador. O vereador negou envolvimento com os crimes investigados.
A Polícia Civil não informou que Petrini seja investigado na operação.
Investigação começou em 2025
A Operação Veneer foi iniciada em 2025 e teve a primeira fase deflagrada em abril daquele ano. Conforme a Polícia Civil, o avanço das diligências permitiu identificar novos integrantes e colaboradores e aprofundar o entendimento sobre o funcionamento da organização.
Além das prisões e buscas, foram determinadas medidas de bloqueio de contas bancárias e veículos, que somam aproximadamente R$ 500 mil. A operação contou com apoio de delegacias da região e do 12º Batalhão de Polícia Militar (BPM).
Os presos foram encaminhados ao sistema prisional e permanecem à disposição da Justiça.