Ex-governador esteve na Rádio Solaris FM 99.1 em Flores da Cunha, nesta quarta-feira (19) e falou sobre candidatura, dívida do Estado e mudanças climáticas
O ex-governador Germano Rigotto esteve em Flores da Cunha nesta quarta-feira (19) e concedeu entrevista à Rádio Solaris FM 99.1. Candidato ao Senado pelo MDB nas eleições de 2026, ele falou sobre o retorno à política e as propostas que pretende defender no Congresso.
Rigotto afirmou que decidiu voltar à disputa diante do cenário político nacional e do que considera uma perda de espaço do Rio Grande do Sul. “O Rio Grande do Sul perdeu o protagonismo nacional”, declarou. Segundo ele, a candidatura busca levar ao Senado a experiência acumulada em cargos como vereador em Caxias do Sul, deputado estadual, deputado federal e governador.
Entre as principais propostas está a tentativa de ampliar por pelo menos três anos o prazo para o Estado retomar o pagamento da dívida com a União. Rigotto afirma que a medida permitiria manter recursos no Rio Grande do Sul para áreas como saúde, educação, infraestrutura e segurança. “Se nós voltarmos a pagar o ano que vem nós vamos ter problema”, disse.
O candidato também criticou a atuação do Supremo Tribunal Federal (STF) e defendeu mudanças na escolha dos ministros, além do fim das decisões monocráticas e do foro privilegiado para deputados e senadores. Para Rigotto, “o Senado é fiscalizar” e também precisa exercer maior controle sobre a atuação da Corte.
Na área climática, Rigotto defendeu mais ações de prevenção e a participação do governo federal no enfrentamento de eventos extremos. Ele propôs a criação de um fundo permanente para o Rio Grande do Sul, com recursos destinados à prevenção e à recuperação após desastres. “Nós temos que ter ações do governo federal também olhando para o Rio Grande do Sul”, afirmou.
A última eleição disputada por Rigotto foi em 2018, quando concorreu à vice-presidência da República na chapa de Henrique Meirelles. Desde então, segundo ele, permaneceu envolvido em conselhos e debates sobre temas nacionais, mas sem disputar cargos eletivos.