Operação conjunta em seis postos da cidade não encontrou adulteração em gasolina, diesel ou etanol; multas aplicadas referem-se a falhas estruturais e documentais
Uma força-tarefa composta pela Agência Nacional do Petróleo (ANP) e pelo Procon de Caxias do Sul concluiu, nesta semana, uma fiscalização em postos de combustíveis da região. O balanço final aponta que, no quesito qualidade e quantidade, os estabelecimentos locais operam dentro da legalidade.
Durante os testes, não foram encontrados indícios de “combustível batizado” ou irregularidades na litragem entregue pelas bombas.
Na análise técnica, a gasolina comum e aditivada apresentou o teor de etanol esperado, variando entre 29% e 31% (dentro do limite legal de 30% com margem de erro). No diesel, o teste de “ponto de fulgor” confirmou que o produto inflama acima dos 36°C, descartando contaminações que poderiam danificar motores.
A única interdição registrada ocorreu em um bico de bomba na ERS-122, mas por um problema técnico no visor (display queimado) e não pela qualidade do combustível.





Multas e Documentação
Embora os tanques tenham sido aprovados, a operação gerou entre 12 e 14 multas nos seis postos visitados. As sanções foram motivadas por problemas administrativos, como alvarás de bombeiros e da prefeitura vencidos, além de mau funcionamento de equipamentos secundários.
Paralelamente aos testes químicos, a ANP iniciou um levantamento sobre a escalada de preços e o fluxo de abastecimento de diesel. Segundo as autoridades, o risco de desabastecimento não é causado pela falta de produto nas refinarias, mas por um comportamento preventivo exagerado do mercado.
Com receio de novos aumentos vinculados a conflitos internacionais, proprietários de postos estão realizando pedidos muito acima da média habitual, o que tem levado distribuidoras a racionar as entregas para garantir que nenhum estabelecimento fique sem combustível.
A ANP reforçou que agora possui atribuição legal para investigar abusos de preços e que vai seguir monitorando a cadeia de distribuição para coibir práticas de lucro excessivo.
