O 3º Simpósio Serrano de Meliponicultura ocorre de 6 a 8 de novembro, na UCS, com palestras, oficinas práticas e exposição de produtos ligados à meliponicultura
A importância das abelhas sem ferrão para a preservação ambiental, a produção de alimentos e o equilíbrio dos ecossistemas estará em evidência durante o 3º Simpósio Serrano de Meliponicultura, que ocorre nos dias 6, 7 e 8 de novembro, na Universidade de Caxias do Sul (UCS). Promovido pela Associação Serrana de Meliponicultores (Assermel), o evento gratuito terá como tema “Proteção da Biodiversidade e do Uso Sustentável dos Recursos Naturais”, reunindo especialistas, criadores, produtores rurais, estudantes e a comunidade interessada na conservação das abelhas nativas.
Em sua terceira edição, o Simpósio acompanha o crescimento da meliponicultura na Serra Gaúcha, atividade que vem conquistando novos adeptos tanto no meio rural quanto nas áreas urbanas. Atualmente, a Assermel estima a existência de mais de 500 meliponários na região, número que evidencia o interesse crescente pela criação de abelhas sem ferrão e por práticas voltadas à sustentabilidade.
Durante os três dias, o público poderá participar de uma programação diversificada, com palestras técnicas, oficinas práticas, exposição, degustação e comercialização de mel de abelhas sem ferrão, além da venda de enxames, meliprodutos e orquídeas. A iniciativa também permitirá que os visitantes conheçam as características e particularidades dos méis produzidos por diferentes espécies de abelhas nativas. As atividades abordarão desde a legislação e o manejo adequado das espécies até a produção de derivados, a interação entre abelhas e plantas e a importância da polinização para a biodiversidade.
Um dos destaques desta edição será a inauguração do Meliponário da UCS, marcada para sexta-feira, 6 de novembro, às 17h, durante a abertura oficial do evento.
De acordo com o presidente da Assermel, Ivanir Nichetti de Campos, a realização do Simpósio reforça o compromisso da entidade em disseminar conhecimento e ampliar a conscientização sobre a importância desses polinizadores.
“Nosso objetivo é mostrar que a meliponicultura vai muito além da criação de abelhas. Estamos falando de preservação da biodiversidade, equilíbrio ambiental e produção de alimentos. A atividade cresce a cada ano na nossa região, e queremos que esse desenvolvimento aconteça de forma responsável, com conhecimento e valorização das espécies nativas. O simpósio é uma oportunidade de aproximar os criadores, os produtores rurais e toda a comunidade desse universo tão importante para a natureza”, destaca Campos.

Meliponicultura alia preservação ambiental e desenvolvimento sustentável
A criação de abelhas nativas sem ferrão tem ganhado espaço como uma atividade que une conservação ambiental, educação e oportunidades de geração de renda. Diferentemente das abelhas com ferrão, essas espécies possuem o ferrão atrofiado, o que permite a instalação de meliponários em quintais, jardins, espaços urbanos e propriedades rurais, desde que respeitadas as necessidades de cada espécie e os cuidados adequados de manejo.
Além da produção de mel, própolis, cera e outros meliprodutos, as abelhas sem ferrão exercem um papel essencial na polinização de plantas nativas e cultivadas, contribuindo para a reprodução vegetal, a qualidade dos frutos e a manutenção da biodiversidade.
Nesse contexto, o simpósio também busca sensibilizar os produtores rurais sobre a importância da presença desses polinizadores nas propriedades, incentivando práticas que favoreçam sua conservação e contribuam para sistemas produtivos mais sustentáveis.
Outro propósito da iniciativa é fortalecer os meliponicultores da região, proporcionando acesso a informações técnicas, troca de experiências e oportunidades de integração entre profissionais, pesquisadores e entusiastas da atividade.
A programação contará com especialistas ligados a instituições como a própria UCS, Senar-RS, Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação do Rio Grande do Sul e Prefeitura de Curitiba, além de meliponicultores com experiência prática no manejo e na produção de meliprodutos.
O evento conta com o apoio de Agrimar, Cosmos Hotel, Divina Informação, Emater RS, Güntner, Prefeitura de Caxias do Sul, Sebrae Agro, Senar RS, Sicredi Educação, Sindicato Rural de Caxias do Sul e Universidade de Caxias do Sul (UCS).
PROGRAMAÇÃO
6 DE NOVEMBRO (SEXTA-FEIRA)
:: 9h30: Palestra: “Legislação na área da Meliponicultura”, com a médica veterinária Andréa Regina Cortese, fiscal estadual agropecuária do RS (DIPOA/DDA/SEAPI)
:: 10h30: Palestra: “Jardins de Mel como estratégia de políticas públicas na construção de sistemas alimentares sustentáveis e resilientes”, com o mestre Felipe Thiago de Jesus, da Prefeitura de Curitiba
:: 12h: Intervalo para almoço.
:: 13h30: Palestra: “Criação e manejo de abelhas sem ferrão”, com Aline Mello (Senar-RS)
:: 14h30: Palestra: “Das abelhas, mel, cera e própolis para os meliprodutos”, com a meliponicultora Márcia Rosalia Birk
:: 15h30: Palestra: “De flor em flor: interações abelha/planta”, com Dr. Felipe Gonzatti (UCS)
:: 17h: Abertura oficial do Simpósio com presença de autoridades e inauguração do Meliponário da UCS
7 DE NOVEMBRO (SÁBADO)
:: 9h30: Oficina: “Construção de abrigo provisório (iscas) para captura de abelhas sem ferrão”, com o meliponicultor Lucas José Griebeler
:: 10h30: Palestra: “Como dominar a sociedade das abelhas (Meliponicultura Zootécnica)”, com Gabriel Benoski, do Abelhando Mundo Afora
:: 12h: Intervalo para almoço
:: 14h: Oficina: “Divisão de mandaçaia”, com o meliponicultor Jeamir Soares
:: 15h: Oficina: “Meliprodutos – sabonete”, com a meliponicultora Márcia Rosalia Birk
:: 16h: Oficina: “Divisão de manduri”, com o meliponicultor Dalmir Rech
:: 17h: Oficina: “Transferência de abrigo provisório para caixa”, com o meliponicultor Alcides Roque Magerl
:: 18h: Encerramento das atividades do dia
8 DE NOVEMBRO (DOMINGO)
:: 10h: Abertura da feira, oficinas e comércio de produtos
:: 10h: Oficina: “Fabricação e tamanho de caixas para abelhas nativas”, com o meliponicultor Evandro Antônio Salvador
:: 10h40: Oficina: “Divisão de manduri”, com o meliponicultor Dalmir Rech
:: 11h20: Oficina: “Hidromel Misto com Mel de APIS e ASF”, com Felipe Nogueira, presidente da ASH – Associação Sul Brasileira de Produtores de Hidromel
:: 12h: Intervalo para almoço
:: 14h: Oficina: “Meliprodutos – cera hidratante de unha”, com a meliponicultura Márcia Rosalia Birk
:: 15h: Oficina: “Divisão de mandaçaia”, com o meliponicultor Jeamir Soares
:: 16h: Oficina: “Divisão de guaraipo”, com o meliponicultor Leandro Voltz
:: 17h: Oficina: “Transferência de abrigo provisório para caixa”, com o meliponicultor Lucas José Griebeler.
:: 18h: Encerramento do Simpósio
PROGRAME-SE:
:: O quê: 3º Simpósio Serrano de Meliponicultura (entrada gratuita), com palestras, oficinas práticas, exposição, degustação e comercialização de mel de abelhas sem ferrão, venda de enxames, meliprodutos e orquídeas
:: Quando: 6, 7 e 8 de novembro (sexta, sábado e domingo)
:: Onde: Universidade de Caxias do Sul (UCS) – Caxias do Sul/RS (Palestras no UCS Cinema e Feira na passarela entre o Centro de Convivência e o Restaurante Universitário)
SOBRE A ASSERMEL
Fundada e oficialmente registrada em março de 2023, a Associação Serrana de Meliponicultores (Assermel) atua em diferentes municípios da Serra Gaúcha, reunindo criadores, produtores e apaixonados pelas abelhas sem ferrão e pela natureza. A entidade tem como propósito divulgar a meliponicultura, incentivar a criação responsável e conscientizar a comunidade sobre a importância da preservação das abelhas nativas, fundamentais para a polinização, o equilíbrio dos ecossistemas e a manutenção da biodiversidade. Por meio de iniciativas educativas, eventos e ações de integração, a associação busca fortalecer a atividade e contribuir para a conservação ambiental na região.