Município garante contrapartida de cerca de R$ 11 milhões para obra com apoio do Ministério da Saúde
O município de Caxias do Sul confirmou nesta quinta-feira (13) que terá recursos para garantir a contrapartida necessária à construção da primeira policlínica da cidade. A informação foi divulgada pela Secretaria Municipal da Saúde de Caxias do Sul (SMS).
O investimento total envolve recursos do Ministério da Saúde, que destina quase R$ 17 milhões para o projeto, enquanto a Prefeitura participa com aproximadamente R$ 11 milhões.
Segundo o secretário municipal da Saúde, Rafael Bueno, a confirmação da contrapartida permite dar continuidade aos trâmites para implantação da unidade. O gestor destacou que alguns municípios desistiram do equipamento por questões jurídicas, mas afirmou que a cidade manterá o projeto.
A Prefeitura e o Ministério da Saúde assinaram, em 3 de outubro de 2025, o termo de compromisso para a construção da policlínica. O prazo para lançamento da licitação está previsto para 31 de março, com possibilidade de antecipação.
A policlínica será um serviço de Atenção Especializada à Saúde, com a função de complementar o atendimento realizado na Atenção Primária. A proposta é ampliar o acesso da população a consultas com especialistas, exames e diagnósticos, contribuindo para reduzir a necessidade de busca por atendimentos de urgência.
O modelo da unidade segue diretrizes do Ministério da Saúde e prevê diversas linhas de cuidado, entre elas atenção à saúde da mulher, do homem e da criança, tratamento de condições crônicas não transmissíveis — como acidente vascular cerebral, infarto, diabetes e doenças renais — além de atendimento em saúde mental, ortopedia, otorrinolaringologia, reabilitação e assistência a vítimas de violência.
O acesso aos serviços ocorrerá por meio de encaminhamento das Unidades Básicas de Saúde (UBSs), que permanecem como porta de entrada do sistema. Após avaliação inicial, os pacientes que necessitarem de atendimento especializado serão direcionados à policlínica, onde poderão realizar consultas, exames e procedimentos.
A estrutura deverá contar com serviços de diagnóstico como laboratório, raio-x, ecografia, tomografia e ressonância magnética, além de bloco cirúrgico para procedimentos de baixa complexidade. Nos casos em que o atendimento não puder ser resolvido na unidade, o paciente será encaminhado para hospitais da rede.