Município busca alternativa para evitar a perda dos recursos federais
A implantação da Policlínica voltou ao centro do debate em Caxias do Sul. Em reunião realizada nesta terça-feira (4), representantes do Conselho Municipal de Saúde (CMS), da Secretaria Municipal da Saúde (SMS) e vereadores discutiram alternativas para destravar o projeto e pressionaram a Prefeitura a encontrar uma solução que permita a execução da obra.
O encontro ocorreu poucos dias após a prorrogação do prazo concedido pelo Ministério da Saúde para que o município apresente uma alternativa capaz de garantir a implantação da estrutura. A principal preocupação é evitar que o município perca os recursos destinados ao projeto.
Durante a reunião, foi reforçada a importância da Policlínica para ampliar o acesso da população às consultas e exames especializados, reduzindo as filas de espera que hoje sobrecarregam a rede pública de saúde.
Segundo participantes, tanto o prefeito Adiló Didomenico (PSD) quanto o secretário municipal da Saúde, Rafael Bueno, manifestaram apoio à implantação da unidade e reconheceram a relevância do projeto. No entanto, o principal entrave continua sendo financeiro.
A Prefeitura estima que deve ser necessária uma contrapartida municipal de aproximadamente R$ 11 milhões para viabilizar a obra no modelo inicialmente previsto. Conforme discutido no encontro, o município não dispõe desse recurso no momento.

Diante desse cenário, uma das alternativas em estudo é a busca por um novo terreno, que exija menor investimento em infraestrutura e permita reduzir os custos da implantação da Policlínica.
Outro ponto debatido foi a operação da futura unidade. Conforme apresentado durante a reunião, os equipamentos destinados à Policlínica serão recebidos normalmente, e a estrutura pode contar com a realocação de servidores que atualmente atuam no Centro Especializado em Saúde (CES), reduzindo a necessidade de novas contratações.
Além da procura por uma nova área, também foi sugerido que o valor da contrapartida seja incorporado a um financiamento já existente do município, como forma de garantir os recursos necessários sem comprometer ainda mais o orçamento.
Ao final da reunião, integrantes do Conselho Municipal de Saúde e vereadores reafirmaram a cobrança para que a Prefeitura apresente uma solução definitiva nas próximas semanas.