Primeira etapa será no Complexo Dal Bó, onde cerca de 9 mil moradores fazem parte da zona de autossalvamento; reuniões com a comunidade começam em agosto
O Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto (Samae) iniciou a implantação do Plano de Ação de Emergência (PAE) das barragens de Caxias do Sul. A primeira fase será desenvolvida no Complexo Dal Bó, no bairro Fátima, onde aproximadamente 9 mil moradores integram a chamada zona de autossalvamento.
Apresentado nesta quinta-feira (30), o plano atende às exigências da Política Nacional de Segurança de Barragens e estabelece protocolos para prevenção, alerta e resposta em casos de emergência envolvendo os reservatórios.
Segundo o Samae, o Complexo Dal Bó foi escolhido como projeto-piloto por concentrar a maior população potencialmente afetada em um cenário hipotético de rompimento. A área foi dividida em sete grupos, organizados conforme o tempo estimado de chegada de uma eventual onda de inundação.
O primeiro encontro com os moradores será realizado no dia 12 de agosto, às 19h, no Centro Comunitário do Fátima Alto. Durante a reunião, técnicos do Samae e da Defesa Civil irão apresentar as rotas de fuga, os pontos de encontro e esclarecer dúvidas da comunidade.
Além das orientações, o plano prevê a instalação de placas de sinalização e sirenes que farão parte do sistema de alerta para simulados e eventuais situações de emergência.
O PAE estabelece quatro níveis de segurança para as barragens. Na situação normal, a população deve apenas acompanhar as informações divulgadas pelos canais oficiais. No nível de atenção, moradores da área mais próxima da barragem serão orientados a preparar um kit de emergência. Em caso de alerta, será realizada a evacuação preventiva do primeiro grupo. Já no nível de emergência, quando houver risco elevado de comprometimento da estrutura, a evacuação será ampliada para os demais grupos sob coordenação da Defesa Civil.
O Samae é responsável por 10 barragens no município, todas classificadas como Classe A pela Política Nacional de Segurança de Barragens, o que torna obrigatória a elaboração dos planos de segurança e de emergência. Após a implantação no Complexo Dal Bó, o programa será estendido às barragens de Galópolis I e II, Maestra, Faxinal, Santa Helena, Samuara e Marrecas.
De acordo com a autarquia, tanto o Plano de Segurança de Barragens quanto o Plano de Ação de Emergência passarão por revisão a cada cinco anos, conforme determina a legislação federal. Ainda neste ano, o Samae também pretende contratar uma equipe multidisciplinar para atualizar os estudos técnicos das estruturas.