Audiência pública na Câmara debateu futuro dos “azulzinhos” e reuniu permissionários, usuários e representantes do Executivo
A Comissão de Transporte e Mobilidade Urbana (CTMU) da Câmara de Vereadores de Caxias do Sul realizou, nesta quinta-feira (7), uma audiência pública para discutir o futuro do serviço de táxi-lotação no município. O encontro reuniu permissionários, usuários, vereadores e representantes da prefeitura após a possibilidade de encerramento do sistema ser debatida pelo Conselho Municipal de Trânsito e Transportes.
Durante a audiência, o secretário municipal de Trânsito, Transportes e Mobilidade (SMTTM), Elói Frizzo, afirmou que a administração municipal trabalha para manter o serviço em funcionamento, embora mudanças no modelo atual estejam em análise. “O serviço de táxi-lotação não vai acabar. As questões legais para a continuidade estão sendo debatidas com a Procuradoria-Geral do Município”, declarou.
O táxi-lotação, conhecido como “azulzinho”, opera em Caxias do Sul há quase 26 anos e atende principalmente trabalhadores e estudantes em trajetos diários entre diferentes regiões da cidade. Atualmente, o sistema conta com sete veículos em circulação.
A discussão sobre a continuidade do serviço ganhou força após manifestações do Conselho Municipal de Trânsito e Transportes, comunicadas em abril. Permissionários contestam a possibilidade de extinção e defendem que o conselho possui caráter consultivo, permitindo reavaliação por parte do Executivo.
Presidente da Associação Caxiense de Táxi-Lotação (ACTL), Everton Silveira afirmou que o sistema enfrenta dificuldades há anos, principalmente pela falta de autorização para renovação da frota. “Nunca tivemos subsídio. Solicitamos por duas vezes a renovação da frota, e isso não foi autorizado”, afirmou. Ainda segundo os permissionários, o número de veículos caiu de 22, no início da operação, para sete atualmente.
A prefeitura argumenta que análises técnicas e apontamentos do Ministério Público (MP) identificaram problemas relacionados à fiscalização, à operação do sistema e ao envelhecimento da frota. Conforme a administração municipal, um novo formato deve atender às exigências legais e técnicas para continuidade do serviço.

