Decisão do Tribunal do Júri inclui tentativa de homicídio e cárcere privado
O Tribunal do Júri de Porto Alegre condenou um homem denunciado pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) a 26 anos, 1 dia de reclusão e mais 10 meses e 4 dias de detenção, em regime inicial fechado. A sentença envolve crimes cometidos durante a enchente histórica de maio de 2024, incluindo tentativa de homicídio contra um voluntário e sequestro com cárcere privado de uma família.
O julgamento foi realizado no Fórum Central da capital e se estendeu por dois dias, com início em 29 de abril e conclusão em 30 de abril. O réu, que já estava preso preventivamente, teve a manutenção da custódia determinada, com execução imediata da pena.
Conforme a acusação, conduzida pelo promotor de Justiça Vinícius de Melo Lima, o condenado respondeu por tentativa de homicídio qualificado, quatro casos de sequestro e cárcere privado, além de constrangimento ilegal tentado e porte ilegal de arma de fogo com numeração suprimida.
De acordo com o Ministério Público, o ataque ocorreu em 4 de maio de 2024, no bairro Rubem Berta, em meio à situação de calamidade provocada pelas cheias. A vítima, que atuava como voluntária na distribuição de alimentos e donativos, foi atingida por um disparo de arma de fogo na cabeça. A denúncia aponta que o crime ocorreu sem motivação plausível e com recurso que dificultou a defesa.
Após o ataque, o homem fugiu e invadiu uma residência nas proximidades, onde manteve integrantes de uma família sob ameaça, incluindo uma idosa. Segundo o Ministério Público, a ação teve como objetivo garantir a fuga e evitar a responsabilização pelo crime anterior.
Após a decisão, o promotor responsável pelo caso destacou a atuação do júri na condenação.
