Regra obriga governadores, ministros e secretários que vão disputar as Eleições 2026 a saírem das funções; no RS, Eduardo Leite permanece no cargo
Termina neste sábado (04) o prazo para que políticos e gestores que ocupam cargos de confiança deixem suas funções se quiserem disputar as Eleições de 2026. A regra, chamada de desincompatibilização, exige o afastamento seis meses antes do primeiro turno, marcado para 4 de outubro. O objetivo da lei é impedir que candidatos usem o poder da máquina pública ou recursos do governo para ganhar vantagem na disputa.
O cenário nacional sofreu mudanças importantes com a saída de pelo menos nove governadores. A maioria, como os chefes de governo do Pará (Helder Barbalho) e do Espírito Santo (Renato Casagrande), deixou o cargo para tentar uma vaga no Senado. Já os governadores de Goiás (Ronaldo Caiado) e de Minas Gerais (Romeu Zema) saíram para focar na corrida pela Presidência da República.
Quem fica e quem sai
Diferente dos colegas, o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, optou por permanecer no comando do Estado, assim como Tarcísio de Freitas (São Paulo) e Ratinho Júnior (Paraná). No Rio de Janeiro, Cláudio Castro desistiu de concorrer após ser tornado inelegível pelo TSE.
Além da saída dos gestores, a política nacional também encerrou na sexta-feira (03) a “janela partidária”, período em que deputados puderam trocar de partido sem perder o mandato. O balanço final mostra que o PL saiu fortalecido com a maior bancada na Câmara, enquanto o PSDB deu sinais de fôlego com novas filiações. Já o União Brasil foi a sigla que mais perdeu parlamentares na troca de legendas.
