Moradores cobram medidas para reduzir riscos no trânsito em regiões afetadas
A demolição e reconstrução do Viaduto Nossa Senhora da Saúde têm provocado impactos significativos no trânsito de Caxias do Sul, especialmente nas regiões da Linha 40 e da Vila Maestra. Nos primeiros dias de intervenção, motoristas já enfrentam congestionamentos e situações consideradas perigosas em diferentes pontos da cidade.
Um dos locais mais afetados é o acesso à Linha 40 pela ERS-122, onde o fluxo intenso de veículos tem gerado dificuldades tanto para quem tenta acessar quanto para quem deixa a região. A situação é agravada pelo desvio de motoristas que utilizavam o viaduto e agora precisam buscar rotas alternativas.
Com a desativação de alças de acesso ao bairro Nossa Senhora da Saúde, parte do tráfego passou a ser redirecionada pela estrada municipal Vicente de Menezes, sobrecarregando a distribuição de veículos na rodovia. Além disso, moradores do bairro Vinhedos que se deslocam em direção à região da Nossa Senhora da Saúde precisam realizar trajetos mais longos, passando pelas regiões do Por do Sol e no trevo da Brinox até retornar à Rota do Sol.
Diante do cenário, lideranças comunitárias da Linha 40 e da Vila Maestra se reuniram com o então secretário municipal de Trânsito, Elisandro Fiusa, para discutir alternativas que possam amenizar os impactos. O encontro marcou a última participação de Fiusa à frente da pasta, já que ele retorna à Câmara de Vereadores. A continuidade das tratativas ficará sob responsabilidade do próximo secretário, Eloy Frizzo.
Entre as principais demandas apresentadas pela comunidade estão melhorias na sinalização viária, reforço na pintura das vias e instalação de redutores de velocidade. De acordo com o presidente da Associação de Moradores da Linha 40 (AMOB), Paulo Pereira, novas etapas de diálogo com o município estão previstas, incluindo a apresentação de documentos para viabilizar soluções à via, que passou a concentrar maior fluxo de veículos.
Moradores da Vila Maestra também manifestaram preocupação com os reflexos do aumento no tráfego, especialmente no trevo de acesso à Linha 40, onde o movimento intenso em horários de pico amplia os riscos de acidentes. As lideranças destacam a importância da obra para a mobilidade urbana, mas reforçam a necessidade de medidas emergenciais para garantir segurança durante o período de intervenção.
As comunidades atingidas articulam ações conjuntas com o objetivo de minimizar transtornos e evitar ocorrências mais graves enquanto as obras seguem em andamento.


