Sistema viário entrou em funcionamento nesta segunda-feira (6) e amplia a segurança e a fluidez no acesso ao bairro; inauguração oficial ainda depende da conclusão dos últimos serviços
Motoristas que circulam pela BR-116 já utilizam, desde a manhã desta segunda-feira (6), o novo acesso ao bairro Planalto, em Caxias do Sul. A liberação do sistema viário ocorreu a pedido da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e marca uma nova etapa de uma das principais obras de mobilidade urbana executadas pelo município nos últimos anos em trecho sob administração do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT).
Embora o tráfego já esteja liberado, a entrega oficial da obra ainda não foi definida. Restam acabamentos como a implantação de calçadas, piso tátil, plantio de grama e instalação de blocos de concreto que vão orientar os retornos na rodovia.
A intervenção reformulou completamente o acesso ao bairro, com a construção de uma alça que liga a BR-116 à Avenida Marcopolo e a ampliação do refúgio central para facilitar os retornos. As mudanças buscam reduzir conflitos no trânsito, aumentar a segurança dos usuários e tornar o deslocamento mais ágil para moradores e trabalhadores da região.
A execução dos serviços ficou sob responsabilidade da Secretaria Municipal de Obras, com a Codeca encarregada das obras civis. Já a Secretaria de Trânsito, Transportes e Mobilidade implantou a nova sinalização e os equipamentos semafóricos necessários para a operação do sistema.
Entre as melhorias realizadas estão cerca de 180 metros de novas tubulações de drenagem em cada sentido da rodovia, construção de muro de contenção, repavimentação, adequação da geometria da via e implantação de dispositivos de acessibilidade.
O investimento total chegou a aproximadamente R$ 4,5 milhões, sendo R$ 3,8 milhões destinados à execução dos serviços pela Codeca.
A reformulação do acesso ao bairro Planalto era aguardada pela comunidade há mais de quatro décadas. O projeto enfrentou uma série de dificuldades ao longo dos últimos anos, incluindo a rescisão de contratos com empresas responsáveis pela execução, atrasos provocados pelas fortes chuvas, escavações em rocha e a necessidade de remanejamento da rede elétrica, fatores que impactaram o cronograma até a conclusão da etapa que permitiu a abertura do novo acesso ao tráfego.