Pré-candidato à Presidência participou da RA CIC e fez declarações sobre Judiciário, economia e eleições de 2026
O ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, defendeu nesta quinta-feira (9), em Caxias do Sul, a prisão de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). A declaração ocorreu durante a RA (reunião-almoço) da Câmara de Indústria, Comércio e Serviços de Caxias do Sul (CIC Caxias).
Durante a palestra, Zema citou os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli ao defender a prisão de ambos, mencionando supostos conflitos de interesse envolvendo o empresário Daniel Vorcaro e o Banco Master. Sem apresentar provas no momento da fala, criticou o que considera falta de responsabilização.
Ainda na reunião-almoço, ao comentar o cenário eleitoral de 2026, afirmou que não foi convidado para compor como vice em uma eventual chapa com o senador Flávio Bolsonaro (PL) e, em tom de brincadeira, disse que pode crescer nas pesquisas e convidar o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro para ser seu vice.
Ao longo da apresentação, Zema destacou sua trajetória empresarial e a experiência no setor privado, afirmando que conhece “as dores do setor produtivo”, especialmente na área tributária. Também criticou a percepção sobre o empresariado no país, dizendo que “o Brasil conseguiu criar a ideia de que ser empresário é algo semelhante a ser criminoso”.
O pré-candidato citou resultados de sua gestão em Minas Gerais, como a atração de investimentos e a geração de empregos, e defendeu a redução do tamanho do Estado, controle de gastos públicos e privatizações.
Também criticou os juros elevados, afirmando que “juros de 20% ao ano inviabilizam praticamente qualquer investimento no Brasil”, e defendeu medidas mais rígidas na segurança pública, dizendo que o país precisa “colocar bandido atrás das grades”.
Coletiva de imprensa
Após o evento, em entrevista coletiva, Zema reforçou o discurso de enfrentamento à corrupção e críticas ao cenário político nacional. Ele também criticou a falta de transparência no governo federal e defendeu maior abertura de dados públicos. “O brasileiro quer saber por que que o presidente gasta, por que que o ministro voou. É o brasileiro que está pagando”, disse.
Zema voltou a atacar o que considera irregularidades em Brasília e no STF, afirmando que “se tem um candidato que está criticando essa farra dos intocáveis lá em Brasília, sou eu”. Ao falar sobre corrupção, defendeu uma postura mais rígida e afirmou que “no dia que tiver um presidente corajoso que fala ‘eu tô a favor da investigação’, o Brasil começa a mudar”, comparando o problema a um “tumor”.
Na economia, voltou a defender a redução do tamanho do Estado e a privatização de serviços, afirmando ser “totalmente favorável à privatização”, desde que com transparência. O pré-candidato também comentou articulações políticas nos estados e defendeu a coerência do Partido Novo.
Zema concluiu afirmando que pretende levar para o cenário nacional a experiência de gestão em Minas Gerais, com foco em responsabilidade fiscal, combate a privilégios e maior espaço para o setor privado.
