Claudir Ademir Boroto, de 53 anos, foi morto a golpes de machado em agosto. Polícia Civil aponta que o crime foi planejado para obter cheques e eliminar débitos de um dos suspeitos
Três homens, de 20, 36 e 44 anos, foram presos temporariamente nesta segunda-feira (19), em Bento Gonçalves, suspeitos de envolvimento no latrocínio do empresário Claudir Ademir Boroto, de 53 anos. O crime ocorreu em 28 de agosto, em um sítio na localidade de Linha Sertorina, no interior de Farroupilha.
Segundo a Polícia Civil, a investigação aponta que o assassinato teria sido planejado para roubar cheques que estavam com a vítima e extinguir dívidas que um dos investigados mantinha com o empresário.
As prisões foram autorizadas pela Justiça no início da tarde. Um dos suspeitos foi localizado no próprio local de trabalho, em um supermercado. Os outros dois foram detidos enquanto prestavam depoimento em procedimentos distintos, na 1ª e na 2ª Delegacias de Polícia de Bento Gonçalves. Conforme os investigadores, um deles usava uma jaqueta e carregava uma mochila que teriam pertencido à vítima.
Durante o cumprimento de mandados de busca em oito endereços, os policiais apreenderam duas pistolas, munições, cheques e anotações que poderão auxiliar no avanço da investigação.
Corpo foi encontrado em sítio no interior de Farroupilha
Boroto, que morava em Bento Gonçalves, foi encontrado morto na madrugada de 29 de agosto, em uma propriedade rural na Linha Sertorina, perto da divisa entre os dois municípios. Ele apresentava ferimentos graves na cabeça provocados por golpes de machado. A ferramenta foi localizada nas proximidades do corpo.
Na mesma madrugada, o Jeep Renegade do empresário foi encontrado em chamas na Rua Ivan Copat, no bairro Vila Nova, em Bento Gonçalves. O Corpo de Bombeiros combateu o incêndio, mas o veículo foi completamente destruído.
Câmeras ajudaram a reconstruir os deslocamentos
A análise de imagens de videomonitoramento foi uma das principais ferramentas utilizadas pela Polícia Civil para reconstituir a movimentação dos suspeitos na noite do crime.
De acordo com a hipótese investigativa, o homem apontado como mandante mantinha uma relação próxima com Boroto, com quem realizava negócios e transações financeiras. Os investigadores identificaram possíveis dívidas do suspeito com o empresário e trabalham com a hipótese de que o assassinato tenha sido cometido para obter os cheques e eliminar essas obrigações.
A reconstrução policial indica que o suspeito teria levado os outros dois investigados até o sítio antes do retorno de Boroto, que chegou à propriedade próximo da meia-noite. Os dois homens que estariam aguardando no local são apontados como os executores do crime.
Após o assassinato, eles teriam fugido com o Jeep Renegade até Bento Gonçalves, onde o automóvel foi incendiado. A investigação também aponta que o suposto mandante teria ido até as proximidades do incêndio para buscar os dois homens e, posteriormente, deixado cada um deles em seus respectivos bairros.
A operação foi coordenada pelo delegado Fernando Cruz Alexandre, titular da Delegacia de Polícia de Farroupilha, com apoio de equipes da Polícia Civil de Bento Gonçalves. A investigação também contou com a colaboração da Delegacia de Polícia de Garibaldi e do Setor de Inteligência da Brigada Militar de Bento Gonçalves.
Os três presos seguem na condição de investigados. As prisões são temporárias, e a Polícia Civil continua as diligências para esclarecer as circunstâncias do crime e aprofundar a apuração sobre a participação de cada suspeito.