Segundo Adiló Didomenico, negociação para federalizar o Hospital Saúde é considerada mais completa e pode substituir o projeto da nova unidade
O prefeito de Caxias do Sul, Adiló Didomenico (PSD), admitiu que o município pode desistir da construção da Policlínica, projeto que chegou a ter licitação lançada em março deste ano. A alternativa em análise é a federalização do Hospital Saúde, proposta que está sendo discutida com o Governo Federal.
A declaração foi feita no último sábado (20), durante as comemorações dos 136 anos de Caxias do Sul, na Praça Dante Alighieri. Conforme o prefeito, uma comissão já trabalha nas tratativas para transformar o Hospital Saúde em uma unidade federal.
Caso a negociação avance, os investimentos previstos para a Policlínica podem ser direcionados à recuperação e ampliação da estrutura hospitalar. “Nós vamos estar nos posicionando [sobre o tema Policlínica] nos próximos dias. Surgiu uma possibilidade de uma parceria com o Governo Federal para o Hospital Saúde, o que seria muito mais completo e melhor do que a policlínica”, afirmou.
Segundo Adiló, a Policlínica ampliaria o atendimento especializado, mas não resolveria a falta de leitos para internação. Já a federalização permitiria utilizar recursos da União para reformar e equipar o hospital, além de ampliar a capacidade de atendimento.
O prefeito também destacou a localização do Hospital Saúde, próximo à UPA e à região central da cidade.
Projeto teve mudança de local, assinatura com o Ministério da Saúde e licitação suspensa
A possibilidade de o município rever a construção da Policlínica surge após uma série de etapas envolvendo o projeto nos últimos meses.
Em julho de 2025, a Prefeitura anunciou que a primeira Policlínica de Caxias do Sul seria construída no bairro Esplanada, em uma área pública localizada entre a avenida Martim Francisco Spiandorello, a avenida Dr. Assis Mariani e a rua Henrique Leonardi.
Já em outubro do mesmo ano, a administração municipal informou a transferência da unidade para uma área no Loteamento Sanvitto. No mesmo mês, Prefeitura e Ministério da Saúde assinaram o termo de compromisso para viabilizar a obra, considerada uma das principais iniciativas da área da saúde no município.
Em março deste ano, foi publicado o edital de licitação para a construção da estrutura. O projeto integra o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e previa investimento de quase R$ 28 milhões, sendo cerca de R$ 17 milhões do Ministério da Saúde e aproximadamente R$ 11 milhões de contrapartida da Prefeitura.
A abertura das propostas das empresas interessadas estava marcada para 20 de maio. No entanto, no dia 8 daquele mês, a Prefeitura suspendeu a concorrência pública alegando a necessidade de adequações no termo de referência e nos documentos do processo.