Avaliação preliminar do IGP indica que paredes externas da igreja permanecem preservadas, sem risco estrutural relevante
A perícia do Instituto-Geral de Perícias (IGP) iniciou, na manhã desta terça-feira (26), o trabalho de análise técnica na Igreja Matriz Nossa Senhora de Lourdes, em Flores da Cunha, destruída por um incêndio de grandes proporções registrado na segunda-feira (25).
De acordo com o coordenador regional do IGP de Caxias do Sul, Airton Kraemer, os primeiros levantamentos indicam que o fogo pode ter começado na parte superior da edificação, próximo ao forro e ao telhado. Segundo ele, os danos observados ajudam a traçar a dinâmica inicial do incêndio. “A princípio, num exame preliminar, os danos sugerem que o fogo tenha iniciado na parte superior da edificação, próximo ao forro, ao telhado, e dali se alastrou para a parte inferior”, afirmou Kraemer.
A perícia realizou levantamento fotográfico, uso de drones e análise estrutural inicial no interior da igreja. Conforme o coordenador do IGP, a hipótese de relação com as obras no telhado também está sendo considerada durante a investigação. Trabalhadores que atuavam no local devem ser ouvidos pela Polícia Civil, que conduz o inquérito.
Sobre a possibilidade de curto-circuito, Kraemer afirmou que ainda não há elementos conclusivos. Segundo ele, a entrada de energia da igreja foi analisada e, até o momento, não foram encontrados vestígios claros de falha elétrica. “A causa ainda nós não conseguimos determinar. A gente conseguiu determinar o foco e a dinâmica, mas a causa ainda vai precisar de mais análise”, destacou.
O engenheiro civil e perito do IGP, Cainã Britto do Amaral, explicou que a estrutura principal da igreja, construída em alvenaria de tijolo maciço, aparenta estar preservada, sem risco estrutural relevante neste primeiro momento. Os maiores danos estariam concentrados na cobertura e nas partes de madeira do prédio.
“As paredes externas e toda a estrutura da igreja são feitas em alvenaria de tijolo maciço. A percepção preliminar é de que essa parte está bem preservada. Os danos mais severos atingiram o madeirame da cobertura e do mezanino”, explicou Amaral.
Apesar da destruição interna, o altar principal da igreja, construído em alvenaria, permaneceu preservado. Já os revestimentos internos, a cobertura e a rede elétrica foram severamente atingidos pelas chamas e uma avaliação minuciosa sobre os danos está em andamento por parte da equipe diretiva da Paróquia.
Conforme o IGP, a expectativa é de que o laudo técnico seja concluído em cerca de 30 dias, período em que serão analisadas imagens, depoimentos e demais elementos coletados na investigação.